quinta-feira, 6 de abril de 2017

DOSSIÊ DE HISTÓRIA – TEXTO 08 SEGUNDOS E TERCEIROS ANOS – 06 DE ABRIL DE 2017. ATENÇÃO: ESSE TEXTO DE NÚMERO 08 É COMPOSTO PELOS DOIS TEXTOS.

DOSSIÊ DE HISTÓRIA – TEXTO 08
SEGUNDOS E TERCEIROS ANOS – 06 DE ABRIL DE 2017.

ATENÇÃO: ESSE TEXTO DE NÚMERO  08 É COMPOSTO PELOS DOIS TEXTOS ABAIXO.
1. Não ao assédio sexual
(Editorial Correio Braziliense – 06abril2017

“Mexeu com uma, mexeu com todas” não é só um slogan da hora que condena o assédio sexual de um ator a uma figurinista. A advertência, que vai muito além do lamentável episódio, vale para todos os casos em que as mulheres são molestadas. Trata-las como objeto é coisa de um passado distante. O machismo e o patriarcalismo perderam espaço na sociedade.
O homem que se sente proprietário do sexo oposto é equivocado, desrespeitoso e, no fim das contas, um ser violento. Míope, não enxerga as transformações sociais e ignora os avanços alcançados na luta pela equidade de gênero – grande parte contemplada pela atualização das leis do país. O homem moderno e esclarecido divide com a mulher a construção e uma sociedade com menos desigualdade.
            A arrogância e a prepotência de muitos homens fazem com que persistam situações nas quais as mulheres têm sido vítimas de constrangimentos no metrô, no ônibus, no trabalho, nas ruas, nas festas. Nada mais extemporâneo. Hoje, as mulheres não estão dispostas a tolerar o assédio verbal que, com frequência, evolui para o físico e, se nada for feito, chega ao extremo da violência sexual.
Denunciar nas instâncias adequadas (delegacias de polícia e justiça) não é mais reação eventual. A Central de Atendimento à Mulher (Disque 180), do Ministério da Justiça, recebeu, em 2015, 749.024 denúncias – percentual 50% superior ao ano anterior – sendo 6,24% de assédio sexual no local de trabalho, 15,24% de exploração sexual e 78,52% de estupro.
O setor público ainda segue em ritmo lento para recepcionar e dar as respostas esperadas pelas vítimas. As delegacias especializadas não dispõem de material humano suficiente e capacitado para atender às queixas das mulheres que são violentadas nas ruas, ou no transporte coletivo, ou dentro de casa. A demanda cresce porque elas estão cientes dos seus direitos, mais desinibidas e dispostas a fazer valer o que diz a lei.
Como mães, têm a capacidade de educar os filhos dentro de uma cultura antimachista na qual o respeito ao outro é um dos principais pilares das relações humanas, independentemente do sexo condição socioeconômica, credo ou etnia. Os homens modernos e bem-educados sabem disso e se colocam como parceiros para a mudança. Mas é fundamental que, ao lado da educação, as sanções penais sejam aplicadas aos que agem com base em valores que prevaleciam no século 16 e não cabem na contemporaneidade.
           

1.      Assédio.
2.      Machismo.
3.      Molestar.
4.      Patriarcalismo.
5.      Equidade.
6.      Extemporâneo.
7.      Demanda.
8.      Antimachismo.
9.      Etnia
10.  Sanção.
11.  Contemporaneidade.


2. Escola sem partido
(Severino Francisco – Correio Braziliense – Crônica da cidade – publicada em 06abril2017).

Sob a suposta intenção de combater a doutrinação ideológica marxista e a doutrinação de gênero, o movimento Escola sem partido pretende impor a neutralidade dos professores em questões políticas, religiosas e ideológicas. A proposta fere, obviamente, vários princípios da Constituição: a liberdade de opinião, a liberdade de cátedra, o direito à pluralidade de ideias e de propostas pedagógicas no ambientes de ensino.
Artigo publicado no site do movimento Escola sem partido nega aos professores a condição de educadores e os reduz a mera função de “transmissores de conhecimento”. Vamos a alguns exemplos. Lecionei durante quase 10 anos. Eu pergunto: ao tratar, em sala de aula, da história brasileira, como permanecer neutro em faze da evidência de que o nosso país foi o último a abolir o trabalho escravo no mundo e das consequências históricas de tal fato? Joaquim Nabuco, o grande líder abolicionista, dizia: “O problema não é abolir a escravidão; o problema é abolir a obra da escravidão”.
Como se manter neutro diante da constatação de que Hitler se inspirou na estatuária grega para formular a confusa concepção própria de eugenia, de raça supostamente pura, que desembocou na tragédia da cremação de milhares de judeus durante o nazismo?
Ainda bem que a proposta aprovada pela Assembleia Legislativa de
Alagoas foi brecada no STF pelo ministro Luís Roberto Barroso. No fundo, o Escola sem partido tenta censurar o debate sobre questões contemporâneas e históricas em sala de aula,. Uma escola sem partidos forma cidadãos destituídos de consciência crítica, cidadãos alienados, que votam em políticos corruptos, como a maioria que compõe o Congresso Nacional. Políticos que, mesmo sob a  acusação de recebimento de propina, ainda têm o desplante de cometer novo delito ao legislar projetos em causa própria para anistiar seus crimes.
Com suas artimanhas e abuso de poder, eles poderão livrar-se da punição do Judiciário, mas jamais escaparão do julgamento da História. Aparecerão em todos os compêndios na condição e ladrões, de autores de falcatruas, de meliantes de colarinho branco, de articuladores da corrupção sistêmica.
                Escola sem partido não forma um Gilberto Freyre, uma Cecília Meirelles, um Henfil, uma Nise da Silveira, um Betinho, uma Clarice Lispector, um Joaquim Nabuco, um Oscar Niemeyer, um Glauber Rocha, um Villa Lobos ou um Caetano Veloso. Todos eles eram brasileiros críticos, rebeldes, inventivos, insubmissos.
Escola sem partido formata uma legião de cordeirinhos manipulados ou de lobos intolerantes, ignorantes, dogmáticos e ferozes. É um projeto policialesco de desqualificação e criminalização dos educadores. O professor não é um transmissor de conhecimento: ele é a alma da educação e precisa ser respeitado, valorizado e dignificado.
Só assim formaremos cidadãos inteligentes, decentes, generosos, tolerantes, humanista, solidários, livres, conscientes de direitos e deveres, capazes de se situarem na complexidade da aldeia global em que vivemos.  Cidadãos vacinados contra os fundamentalismos, cidadãos que não se deixem manipular por demagogos, cidadãos que jamais votem em corruptos de carteirinha, pós-graduados e diplomados. A ignorância é uma fonte inesgotável do surrealismo.

1. Pesquise o significado das palavras abaixo, encontradas no texto.
1. Doutrinação.
2.       Marxismo.
3.       Ideologia.
4.       Constituição.
5.       Cátedra.
6.       Pedagogia.
7.       Abolir.
8.       Movimento abolicionista.
9.       Eugenia
10.    Alienado
11.    Consciência crítica.
12.    Propina.
13.    Falcatruas.
14.    Corrupção sistêmica.
15.    Insubmisso.
16.                       Dogma
17.                       Humanismo
18.                       Aldeia global.
19.                       Fundamentalismo
20.                       Demagogia.
21.                       Surrealismo.


2. Faça uma biografia das personagens abaixo;

1.       Joaquim Nabuco.
2.       Hitler.
3.       Gilberto Freyre.
4.       Cecília Meirelles.
5.       Henfil.
6.       Nise da Silveira.
7.       Betinho.
8.       Clarice Lispector.
9.       Oscar Niemeyer.
10.    Glauber Rocha.
11.    Villa Lobos.
12.    Caetano Veloso.

  


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