terça-feira, 20 de setembro de 2016

DOSSIÊ DE HISTÓRIA – TEXTO 04 (QUATRO) – terceiros anos - 20setembro2016

DOSSIÊ DE HISTÓRIA – TEXTO 04 (QUATRO) – terceiros anos
 – segundo semestre 2016 – 20setembro2016
O ERRO DA VEZ – Marcelo Agner.
Publicado no Correio Braziliense – 04/04/2015 – pag. 10 – “Opinião”.

                Tema recorrente no Congresso, a redução da maioridade penal para 16 anos ganhou força nas últimas semanas. E parece que o projeto, desta vez sairá da fila de 25 anos para chegar ao plenário. O caminho ainda é longo, mas há clara vontade política nessa tramitação. Afinal, a medida é tratada como importante passo no combate à violência no Brasil, um problema que aflige toda a população. Mas, qual a real eficácia de adotarmos uma solução tão drástica? Mais uma vez estamos mergulhando em saídas mirabolantes para resolver questões estruturais, e a discussão dos temas que realmente podem mudar o país ficam para trás, esquecidas em discursos políticos e ideológicos, numa batalha insana em que mais importante é a vitória, o triunfo momentâneo, e o futuro fica relegado a um segundo plano.
                Há convicção em grande parte da sociedade de que a lei atual não castiga crianças e adolescentes que cometem crimes. A falta de agilidade da justiça e as precárias estruturas para aplicação das medidas socioeducativas contribuíram para que esse discurso se fortalecesse. O pouco tempo de internação foi interpretado como impunidade. Durante anos, a recuperação dos jovens ficou a cargo de instituições como o Caje, prisões disfarçadas que viraram pré-escola para a bandidagem. As imagens de horror e violência das rebeliões prevaleceram nos noticiários.
                Duramente criticado, o Estatuto da Criança e do Adolescente também nunca passou por um debate mais sério e amplo. Seus defensores tentaram blindá-lo, e os opositores, destruí-lo. Não houve meio-termo. Esse mesmo radicalismo pôde ser visto agora na câmara, no debate sobre o projeto de redução da maioridade. Bate-boca e troca de acusações marcaram a votação. E nada de bom foi acrescido ao tema. A tendência é de que os ânimos sejam acirrados até o fim.
                O Brasil teve muito tempo para evitar que a violência chegasse aos níveis atuais. O crescimento econômico dos últimos anos fez o brasileiro ter acesso ao carro zero-quilômetro e viajar de avião, mas não melhorou as escolas e reduziu o tamanho de nossas favelas. E nossos jovens continuam encontrando nas ruas os mesmos riscos e há 30, 40 anos. Eles morrem aos milhares. O mesmo país que nega a eles perspectiva de futuro quer puni-los aos 16 anos, como se a salvação estivesse aí. E caso a mudança na maioridade penal não reduza o crime, o que faremos com os milhares jogados nas nossas cadeias medievais?

TAREFAS:
1.       Procure o significado das palavras abaixo e após, releia o texto substituindo as originais pelas pesquisadas. Não é necessário refazer o texto.

1.       Tramitação
2.       Recorrente
3.       Mirabolante
4.       Drástica
5.       Precário
6.       Ideologia
7.       Socioeducativo
8.       Acirrar
9.       Blindar
10.   Medieval.
11.   Modo de produção.

2.       Faça um texto de ao menos 10 (dez) linhas, dizendo se você é contra ou a favor da redução da maioridade penal para 16 anos, justificando sua opinião.


DOSSIÊ DE HISTÓRIA - TEXTO 03 = TERCEIROS ANOS - 20SETEMBRO 2016

DOSSIÊ DE HISTÓRIA - TEXTO 03 = TERCEIRO ANO - SETEMBRO 2016

COMEMORAR E CONSCIENTIZAR

Publicado no Correio Braziliense em 11/março/2015 - Solange Jurema – ex-ministra da Secretaria Nacional de Políticas Públicas para as Mulheres.

            A cada 08 de março o mundo inteiro dedica a data para comemorar o Dia Internacional das Mulher, formalizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975. O intuito é de que toda a humanidade reflita sobre a condição feminina nos diferentes povos, nos países, nas crenças e na realidade política, econômica, cultural e social em que vivem 3,5 bilhões de mulheres, quase a metade da população mundial.
            E se a cada ano assistimos aos pequenos avanços, infelizmente, constatamos a manutenção de muitos atrasos, como atestam relatórios mundiais da ONU e divulgados no começo do ano. Segundo dados do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), não há nenhum país em que as mulheres sejam iguais aos homens no poder político ou econômico. Reitero: nenhum.
            A situação piorou nas comunidades mais carentes, onde a morte materna, o casamento precoce e arbitrário e o status da mulher na sociedade têm indicadores bem distintos das economias avançadas. Ainda segundo a ONU e o UNFPA, uma em cada três mulheres já sofreu algum abuso físico ou sexual e uma em cada três meninas em países subdesenvolvidos é obrigada a se casar antes de completar 18 anos.
            No Brasil o quadro não é distinto. Aqui, a cada duas horas, uma mulher é morta de maneira violenta. O Instituto de Pesquisa Econômica aplicada (IPEA) estima que no período 2001/2011 ocorreram mais de 50 mil feminicídio – cerca de 5 mil mortes por ano. Com 4,6 assassinatos por 100 mil mulheres, o Brasil ocupa a sétima (7ª) posição mundial de assassinatos de mulheres, segundo o Mapa da Violência 2012 (Cebela/Flacso), entre 84 nações. Uma vergonha para o nosso país.
            O Mapa da violência nos fornece outro dado estarrecedor da realidade da condição feminina: em 42,5% dos casos, o agressor é o parceiro ou o ex-parceiro da mulher. E na faixa entre os 20 e os 49 anos, esse percentual salta para 65%. O terror vivido pela mulher brasileira apresenta agravante ainda mais perverso: em 71,8% dos atendimentos registrados, a violência aconteceu na residência da vítima, e 41% das mortes femininas foram dentro de casa, a maioria delas na presença de familiares. Então, alguém pode ser perguntar: o que as mulheres podem comemorar?
            A própria ONU tem dados que nos estimulam a comemorar e a continuar o trabalho de conscientização da condição feminina no mundo e no Brasil. Nos 20 últimos anos, a mortalidade materna foi reduzida á metade. Episódios como o da atriz Patrícia Arquette, na entrega do Oscar deste ano, em que pediu igualdade salarial para as norte-americanas, estimulam e reforçam a ideia de que devemos aproveitar todas as oportunidades, todos os momentos para lutar contra as mais variadas discriminações que a mulher sofre por razões de gênero estimulam como feminicídio e com penas mais severas, além de torná-lo hediondo. O texto também prevê pena maior (de 12 a 30 anos) para mortes decorrentes de violência doméstica e para os casos em que a mulher é assassinada estando grávida, for menor de 14 ou maior de 60 anos.
            O projeto – resultado do trabalho da CPMI que apurou a violência contra a mulher no Brasil – foi encaminhado para a Presidência da República para ser sancionado e mudar a legislação penal brasileira para atender melhor a condição feminina. A criação dessa tipificação penal atende aos novos padrões de proteção dos direitos da pessoa humana. Como consagrados pela jurisprudência da Corte Internacional de Direitos Humanos (Caso Campo Algodonero, sobre o feminicídio de centenas de mulheres em Ciudad Juarez, México) e tratados internacionais de direitos humanos (Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher – convenção de Belém do Pará, 1984).
            Outra boa notícia veio do IPEA, sobre a efetividade da Lei Maria da Penha. Estudo da instituição indica que a lei fez diminuir em cerca de 10% a taxa de homicídio contra as mulheres dentro das residências. Um avanço relevante e importante. Portanto, há sim o que comemorar no dia 8 de março. Afinal, e nunca é repetitivo lembrar, as brasileiras são a maioria da população e do eleitorado e respondem sozinhas por 40% dos lares brasileiros e existe um universo a ser conquistado. Vamos, sim, comemorar a data com mais certeza e convicção de que somente a conscientização de todos levará à efetiva igualdade de direitos entre mulheres e homens.
           
 
Atividades.

1. Como, quando e porque foi criado o Dia Internacional da Mulher?
2. Faça uma pequena biografia sobre Lélia González, Leila Diniz e Patrícia Arquette.
3. O que é feminismo?
4. Pesquise o significado das palavras abaixo:

1.       Intuito
2.       Reiterar
3.       Arbitrário
4.       Status
5.       Feminicídio
6.       Estarrecedor
7.       Agravar
8.       Estimular
9.       Conscientizar
10.   Tipificar
11.   Hediondo.
12.   Jurisprudência
13.   Relevância
14.   Convicção
15.   ideologia




DOSSIÊ DE HISTÓRIA - DATA DE ENTREGA DOS TRABALHOS.

ATENÇÃO, ALUNOS: os dossiês serão recolhidos no mês de OUTUBRO 2016.

DATAS:

DIA 25 OUTUBRO - terça-feira - TURMAS: TERCEIROS B e C
DIA 26 OUTUBRO - quarta-feira - TURMAS: TERCEIRO A - SEGUNDO B
DIA 27 OUTUBRO - quinta-feira - TURMAS: SEGUNDOS A e C

DOSSIÊ SEGUNDO - (2º) ANO – TEXTO QUATRO (04) segundo semestre 2016.

DOSSIÊ SEGUNDO -  (2º) ANO – TEXTO QUATRO (04)

(SEGUNDO SEMESTRE 2016)

TEXTO 04 – 20SETEMBRO2016



A INTERNET - A INFORMAÇÃO GLOBALIZADA DO SÉCULO XXI

Na década de 1960, em plena Guerra Fria, a U.S. Force encarrega um pequeno grupo de pesquisadores e criar uma rede de comunicação que possa resistir a um ataque nuclear. Quase
30 anos depois, em 1989, assiste-se ao primeiro esboço da web...

            1989 - A Internet, que revolucionou o mundo da informação e das comunicações, atinge na virada do século XXI um grau de globalização sem precedentes. Novas tecnologias abrem a perspectiva de um acesso ilimitado á rede das redes.

Concebida para o exército, ela vai seduzir os pesquisadores...

            Contração de internetworks of networks, a internet se desenvolveu inicialmente nos Estados Unidos, a partir de 1969, sob o estímulo do departamento de Defesa (rede arpanet). No curso dos anos 1960, o Exército estadunidense procura desenvolver um sistema de comunicações para interconectar seus computadores, a fim de permitir o acesso a eles de diferentes localidades. O conceito dessa rede repousa sobre um sistema descentralizado; assim, se uma ou várias máquinas são destruídas, a rede se converte rapidamente em uma ferramenta de trabalho para os cientistas de diferentes universidades dos Estados Unidos. No âmbito da rede da National Science Foundation (NSFnet) realiza-se a primeira conexão entre os computadores de dois institutos de pesquisa estadunidense.

...antes de conquistar o grande público...

            Em 1989, assiste-se ao primeiro esboço da web – a teia de Aranha Mundial – no cern (Conselho Europeu para a Pesquisa Nuclear) de Genebra, na Suíça, notadamente sob a direção do britânico Tim Berners-Lee. É com a definição de um protocolo de comunicação – transmission control Protocol/Internet Protocol (TCP//P) para a conexão e troca de dados entre diferentes redes que nasce verdadeiramente a internet, que vai conquistar o grande público na segunda metade dos anos 1990. A partir de 1994, a internet torna-se o instrumento de comunicação padrão em numerosas universidades e entidades governamentais em todo o mundo. Em 1995, assiste-se ao aparecimento de novas tecnologias concebidas especificamente para a internet, como o Java (criado por James Gosling e desenvolvido pela Sun Microsystem) ou o ActiveX (desenvolvido pela Microsoft em resposta ao Java...). No ano seguinte, a guerra dos navegadores grassa entre a Microsoft (Internet Explorer) e a Netscape. Hoje, a internet, rede de redes, permite a comunicação entre milhões de pessoas, através do mundo e o acesso a quantidades fenomenais de informação.

Quando a web traça sua teia...

            A Web (do inglês World Wide Web, “rede em escala mundial”) permite consultar documentos multimídia compostos de textos, sons, imagens, animações ou vídeos, denominados “paginas d web”, armazenados em servidores em alguma parte da internet. Para consultar uma página, introduz-se num navegador web web o nome do servidor, o dossiê em que se encontra a página e o nome desta última (por exemplo, www.site.comlaccuel). No interior das páginas, encontram-se links com outras páginas, que se pode consultar com um simples clique do mouse; os milhões de páginas da web e os links entre essas páginas constituem, como a internet, uma verdadeira rede mundial. A web tornou-se também o principal veículo do comércio eletrônico (ou e-commerce).



A conexão: como estar “logado”
           
            Os computadores pessoais se conectam habitualmente com a internet por via de um modem, que converte a informação emitida pelo computador com destino a computadores distantes. Um software estabelece o contato por meio da empresa que fornece a conexão com a rede (fornecedor de acesso à internet ou FAI). O usuário é “conectado à internet” depois que o servidor do FAI verifica sua identidade. Os servidores da FAI estão, eles próprios, conectados, por via de redes de cabo ou de fibra óptica, com os servidores de outros fornecedores de acesso, aos quais estão conectados outros usuários, etc. A internet assemelha-se assim a uma rede gigantesca que liga entre si uma infinidade de computadores.
            Para que esses milhões de computadores possam trocar dados, é essencial que utilizem protocolos comuns: assim, os navegadores da web utilizam o protocolo http (hiper Text Transport Protocol) para comunicar-se com os servidores da web, e os softwares do correio eletrônico, o protocolo SMPT (Simple Mail Transfer protocol) para enviar os e-mails.

Cada vez mais fluxo.
           
            O tamanho crescente dos arquivos trocados (várias centenas de milhões de bytes) pode suscitar problema em relação ao fluxo limitado dos “canais” que veiculam as informações na internet, estimulando a atração por modos de conexão com maior fluxo, como a ADSL (asymetric Digital subscriber Line), as redes de televisão a cabo ou as tecnologias sem fio (WiFi, Wireless Fidelity). Os downloads multimídia tornam-se possível nos telefones móveis, que se tornaram verdadeiros terminais graças às novas tecnologias de telecomunicação (GPRS, UMTS). Hoje é possível conectar-se à rede das redes em todos os continentes, nas regiões mais remotas.

Correio Eletrônico e Chat.

            O correio eletrônico, ou e-mail, permite enviar e receber mensagens – os e-mails – ou arquivos. A correspondência é armazenada numa caixa postal eletrônica, no servidor de correspondência, à espera que o destinatário se conecte para recebê-la. Se o correio eletrônico já substituiu em parte as tradicionais cartas e cartões-postais ou, nas empresas, por intermédio da intranet, as notas de serviço, isso não deixou de apresentar problemas. De um lado, levanta-se a questão da validade jurídica desse gênero de trocas, que podem ser desviadas com toda a facilidade. Por outro lado, o correio eletrônico sofre frequentes ataques de vírus informáticos ou fica saturado pela avalanche de correspondência indesejável (spams)
            Para estabelecer conversações interativas, é o “chat”  (palavra que significa “conversa”). A extensão do chat ao som e ao vídeo permite um verdadeiro diálogo à distância.

Fonte: Coleção Invenções da humanidade – vol. 03 (Do telefone à clonagem animal) – páginas 342/343 – Editora Larousse).


Atividades texto 04 – segundo ano.
- Com base no texto, responda as questões abaixo:

1.      Segundo o texto, como, onde surgiu a internet?
2.      O sistema da internet é centralizado ou descentralizado/
3.      Quais as novas tecnologias da internet que surgem em 1995?
4.      O que significa web e o que ela nos permite?
5.      Como se “logar”, pela internet?
6.      A que a internet se assemelha, segundo o texto?
7.      O que é o “correio eletrônico”?
8.      O que é um “chat”?
9.      Como e em que a internet influi em sua vida?

10.  Dê o significado e/ou conceito das palavras abaixo:
Revolução - fluxo – interconectar – conceito – grassar – bytes – suscitar – downloads – Idade Média – Feudalismo – Servidão – Mercantilismo.
11.   Desenhe um mapa do continente africano APÓS a Conferência de Berlim, identificando os países do continente.



quarta-feira, 14 de setembro de 2016

DOSSIÊ DE HISTÓRIA - TEXTO 02 (DOIS) – TERCEIRO ANO - 14SETEMBRO2016

DOSSIÊ DE HISTÓRIA -  TEXTO 02 (DOIS) – TERCEIRO ANO – SETEMBRO2016

A barbárie revisitada: como podemos aprender com a 2ª Guerra Mundial?
Texto de Felipe de Paula Góis Vieira, publicado na revista “Aventuras na História”, nº 144 – JULHO 2015 – PÁG. 04.

Em 1945, a Segunda Guerra Mundial chegou ao fim. O seu término encerrou a primeira metade do século XX, descrito pelo filósofo britânico Isaiah Berlin como “o século mais terrível da História”. De fato, os números impressionam. Estimativas aproximadas indicam mais de 50 milhões de mortos, 28 milhões de mutilados e um número incalculável de desaparecidos e refugiados. Batalhas foram travadas em todos os continentes, oficialmente, a guerra envolveu 72 nações. Os ataques à vida e á dignidade humana viraram regra de conduta e as ideologias racistas, antissemíticas e xenofóbicas tiveram forte acolhida mundo afora. A afirmativa parece ser inegável e, ao mesmo tempo, perturbadora: não houve flagelo pior na História da humanidade do que a Segunda Guerra Mundial. Passados 70 anos do término do conflito, o que a guerra tem a nos ensinar? Quais lições podemos retirar desse episódio?
Como professor de história e um grande entusiasta das ações humanas no tempo e no espaço, eu diria que o primeiro ponto a ser considerado é o seu chamado á memória. As imagens de cidades destruídas, campos de concentração e corpos mutilados devem nos servir de alerta; a guerra, o belicismo e a força bruta não são opções plausíveis para a humanidade! Na luta contra o extremismo político, o orgulho desmesurado e a ação instintiva, o diálogo será sempre o melhor caminho. É importante que os homens tenham consciência disso: não há convivência interessada e fraterna ou o exercício responsável da política fora do diálogo. Ele é a arte do convencimento, não da imposição, por isso humaniza e torna os indivíduos tolerantes.
            Que os jovens de hoje retirem do estudo dos conflitos que marcaram a primeira metade do século XX, ao menos, a seguinte lição: o comedimento, a prudência e a benignidade são elementos importantíssimos na luta contra a barbárie. A escolha do enfrentamento bélico será sempre prejudicial, pois, quando a interlocução deixa de ser uma opção, o que nos resta é a luta de todos contra todos!

Atividades:  Pesquise o significado dos conceitos abaixo:

1.      Ideologia racista
2.      Antissemitismo
3.      Xenofobia
4.      Nazismo
5.      Democracia liberal
6.      Socialismo
7.      Fascismo
8.      Liberalismo
9.      Ditadura
10.  Extremismo político

11.  Pesquise o sinônimo das palavras: Belicismo – Plausível – Comedimento – Benignidade - Prudência – Barbárie – Enfrentamento.

12.  Segundo o autor do texto, o que a guerra pode nos ensinar? Qual o papel do diálogo e qual sua importância para a convivência pacífica entre os povos? Qual lição os jovens deveriam (poderiam?) tirar do estudo dos conflitos que marcaram a primeira metade do século XX?


DOSSIÊ DE HISTÓRIA - SEGUNDO ANO – TEXTO 03 - 14sertembro2016

DOSSIÊ DE HISTÓRIA – TEXTO 03 – 14setembro2016 – 2º SEMESTRE 2016.
SEGUNDO ANO – TEXTO 03
(publicado em 2009 - Revista História Viva – ano VII nº 73 – páginas 30/33).

·         República: 120 anos – 2 golpes – 1 revolução – 15 militares no comando – 27 civis no poder – 7 presidentes sem votos – 4 depostos -9 eleições indiretas – 20 diretas – 6 chefes da nação mortos – 71 anos de governos eleitos pelo povo – 49 anos de governos indicados por minorias – 21 anos de regime militar.

·         Sua majestade O PRESIDENTE – A história do Brasil tem sido a crônica de um controle férreo exercido pelo poder central. O golpe de Estado é a prática de negar os direitos públicos apreendida na era do absolutismo.

                O nosso estado é absolutista, movido a golpes políticos e militares que nos afastam da ordem democrática. O golpe inaugural foi cometido por D. Pedro I, em 12 de novembro de 1823. Sua quartelada fechou a Assembleia Constituinte e mostrou que os representantes do povo tinham importância quase nula.
                A República se instaurou com outro golpe, em de 15 de novembro de 1889. E temos o golpe de Getúlio Vargas e o Estado novo, com garantia jurídica do político e jurista Francisco campos, imitador do nazista Carl Schmitt, conhecido como “jurista maldito”, dado que pôs seu conhecimento em direito constitucional a serviço do nacional-socialismo alemão. O mesmo campos legitimou o golpe de 1964 e redigiu parte do Ato institucional nº 01, por meio do qual a ditadura que se iniciava cassou e suspendeu os direitos políticos de quem se opunha á autoproclamada “Revolução”.
                Os Grandes golpes tornaram possíveis os pequenos, mudanças imperceptíveis no direito dos indivíduos, grupos econômicos e sociais. Os “planos econômicos”, por exemplo, apresentaram as características apontadas por Gabriel Naudé, defensor do absolutismo maquiavélico, na obra Considerações políticas sobre o golpe de estado de 1640.
                Segundo Naudé, nos golpes tudo é invertido em relação à normalidade. O autor indica que neles o efeito precede a causa, e o espaço não se produz: “Nos golpes de Estado, vemos a tempestade cair antes dos trovões; as matinas são ditas antes que o sino toque; a execução precede a sentença; (...) um indivíduo recebe o golpe que imaginava dar, outro morre quando pensava estar seguro, um terceiro recebe o golpe que não esperava; tudo ocorre à noite, no escuro e entre trevas.”.
                O golpe inverte os valores jurídicos, religiosos, morais. Tudo se faz naqueles atentados ao direito público, de trás para frente. Os planos econômicos brasileiros seguem o mesmo padrão: quando a cidadania abre os jornais, de manhã, o “pacote” está consumado. Sem defesa possível.
                Essa é uma prática em países que não romperam com o moderno absolutismo. Neles, o Parlamento serve apenas para registrar os ditames do governo. As taxas e “contribuições voluntárias” são impostas sem que se possa contestá-las. A justiça faz ouvidos moucos aos reclamos.
                Nos países democráticos, as mudanças se iniciaram em revoluções cuja origem é o protesto contra impostos abusivos. É o caso da Inglaterra no século XVII e dos Estados Unidos e da França no século XVIII. O Estado Brasileiro nasceu para impedir, em Portugal e no Brasil, tais movimentos e transformações democráticas. Somos um Estado absolutista anacrônico, o contrário da modernidade cidadã.
                INDEPENDÊNCIA – o Brasil independente surgiu com um golpe contrário às modernas conquistas liberais. Os fatos políticos dos séculos XVII e XVIII, como a Revolução Inglesa, a Revolução Francesa e a independência estadunidense seriam episódios de anarquia, na visão de conservadores. Urgia, assim, afastar a “ameaça democrática”. Na época se inventou uma fórmula para impedir a soberania do povo e de sua representação política: o Poder Moderador.
                Essa forma de poder foi imaginada por Benjamin Constant, um liberal francês. O Poder Moderador deveria ser neutro e exercido pelo rei. Ele acreditou que isso impediria o despotismo do legislativo e atenuaria as pretensões do Executivo, garantindo o Judiciário.
                No Brasil, depois da independência, os que desejavam um poder representativo e constitucional conseguiram em 1822, a convocação da Assembleia. Sugiram, porém, dois projetos conflitantes: o da monarquia soberana, defendido por José Bonifácio, e o de um governo constitucional, por José Clemente da Cunha.
                Foi quando D. Pedro I foi aclamado, Bonifácio enfatizou a supremacia do imperador, venceu Clemente, e o Império foi instituído por direito divino. O novo governo admitiu a liberdade política, mas sob a égide de um monarca.
                Em 1823, o político e diplomata José J. Carneiro de Campos, ao discutir a sanção do soberano, apresentou a ideia do Poder Moderador. A constituição de 1824 incorporou a tese e o imperador ganhou o poder de dissolver a Câmara de deputados. Com o Judiciário sem autonomia, ficou estabelecido que o soberano estava acima dos poderes.
                Em resumo, o Poder Moderador no Brasil seguiu rumo à ditadura de um chefe de Estado, em que o “povo”, tal como em Portugal, era a aristocracia e o rico proprietário sem sangue judeu, com direito a voto, mas sem presença ativa na esfera pública. “Cidadão”, no caso, era título que não cabia aos pobres e aos escravos.
                Essa realidade manteve-se durante o império, incluindo o tempo de regência, quando o país passou por levantes sufocados de norte a sul. A permanente revolta e as necessidades do poder central definiram a concentração de poderes que até hoje molesta o país. Tem-se ainda uma federação na qual os estados possuem pouco autonomia, sobretudo em matéria fiscal. O parlamento brasileiro não defende o contribuinte, mas os interesses oligárquicos.
                Com o fim do Império, os positivistas te4ntaram derrotar as forças liberais e apresentaram seu próprio conceito de ditadura. Nela, se acentuou preponderância do Executivo sobre o legislativo e se concentrou o poder diretor em uma única pessoa. Falar em Legislativo, nessa doutrina, é um erro, pois, a Assembleia só teria função fiscal: aprovar o orçamento.
REPÚBLICA: As prerrogativas do Poder Moderador foram incorporadas à presidência do país a partir da República. Com elas, vem a permanente pretensão dos ocupantes daquele Cargo a assumir, como imperadores temporários, a hegemonia sobre os demais poderes.
Não por acaso Carl Schmitt, o jurista do nazismo, referiu-se ao nosso Poder Moderador em seu livro O protetor da Constituição. Schmitt negou que o Judiciário possa exercer aquele papel, por que é idêntico a normas e age sempre depois, na correção dos desvios e fraturas institucionais. O estudo desse caso, importante na história dos poderes soberanos e da conexão teórica entre o que se passou na Alemanha e no Estado brasileiro, pode explicar o nosso centralismo excessivo, a quase inexistente federação, os poderes da presidência.
O Poder Moderador era vitalício e hereditário. Uma presidência republicana, mas imperial, limitara por quatro anos, sobre a tentação de pressionar o Congresso para que esse faça ou aprove leis favoráveis às urgências do Executivo. De modo idêntico vêm as pressões sobre o judiciário, para que reconheça a legitimidade das mesmas leis.
                Dificilmente o nosso Estado e sociedade entrariam, portanto, na qualificação de formas democráticas. A história do Brasil, do início até hoje, passando pela Revolução Constitucionalista de São Paulo, em 1932, tem sido a crônica de um controle férreo exercido pelo poder central. É como se cada estado, sobretudo os que se levantaram em armas (Rio Grande do Sul, Pernambuco, Pará, Bahia e São Paulo) fosse submetido à invasão permanente dos que dirigem o todo nacional.
E o invasor leva o butim: aproximadamente 70% dos impostos seguem para os cofres federais. Do Oiapoque ao Chuí, ocorre uma uniformização que resulta em enorme burocracia federal. A mão de ferro de Brasília controla, dirige, pune e premia os estados, segundo sustentem os interesses da presidência. A concentração de poderes deixa regiões e municípios à mingua de recursos.
No Império, ao chefe de Estado são atribuídos privilégios imperiais, o que atenua a autonomia dos demais poderes, incluindo o Judiciário. E sem juízes independentes temos a ditadura do Executivo, sob perene chantagem do Legislativo.
Neste ambiente instável a cultura do golpe de Estado não está afastada. Ela apenas substitui temporariamente alguns de seus operadores; sai a dupla formada por soldados e juristas, fica o par integrado pelos políticos e... os mesmos juristas. Atores e cenários são idênticos, dos canhões usados por D. Pedro aos recentes atos secretos do Senado, que marcam efetivos estupros da Carta Magna.
O golpe de Estado é prática, aprendida na era do absolutismo, de negar os direitos públicos. Nesta arte, o Brasil é mestre.
(ROBERTO ROMANO).

ATIVIDADE texto 03
Pesquise o sinônimo ou conceito das palavras abaixo:

1.       ESTADO
2.        ABSOLUTISMO
3.        ASSEMBLEIA CONSTITUINTE
4.        GOLPE POLÍTICO
5.       PLANOS ECONÔMICOS
6.       PARLAMENTO
7.       OUVIDOS MOUCOS
8.       ANACRÔNICO
9.       DESPOTISMO
10.   ATENUAR
11.   PODER MODERADOR
12.   ÉGIDE
13.   REGÊNCIAS
14.   LEVANTES
15.   OLIGARQUIA
16.   DITADURA
17.   PRERROGATIVAS
18.   CENTRALISMO
19.    REVOLUÇÃO DE 1932
20.   BUTIM
21.   BUROCRACIA
22.   IMPEACHMENT.
23.   REVOLUÇÃO INDUSTRIAL
24.   MODO DE PRODUÇÃO
25.   SOCIALISMO UTÓPICO.
26.   SOCIALISMO CIENTÍFICO
27.   LUTA DE CLASSES.
1