quinta-feira, 26 de maio de 2011

O RACISMO VISTO PELO ÂNGULO RETO.

NÃO EXISTE RACISMO DE SER HUMANO PARA SER HUMANO. EXISTE DISCRIMINAÇÃO, JÁ QUE SÓ EXISTE UMA RAÇA DENOMINADA HUMANA. POSSO DISCRIMINAR OUTROS ANIMAIS, COMO O CÃO, O GATO E A LAGARTA; MAS, EM RELAÇÃO AO ANIMAL QUE SE DENOMINA RACIONAL,  E HUMANO - SEJA LÁ O QUE ISSO SIGNIFIQUE, EU POSSO DISCRIMINAR, ESCRAVIZAR, EMPREGAR, PUXAR O SACO, CHAMAR PRÁ CAMA E ETC; MAS NUNCA SER RACISTA, POIS SOMOS DA MESMA RAÇA, VISSE! PODES CRER, AMIZADE!
NO MAIS, É FILOSOFIA PARALELA, IGNORÂNCIA ÚTIL E SACANAGEM COM O QUASE SEMELHANTE, ALÉM DE ATITUDE POLITICAMENTE INCORRETA COM O OUTRO QUE NÃO É VC...

P.S. SOU PARDO ASSUMIDO E NÃO ASSISTO ESSA DOSCUSSÃO DE  CAMAROTE, PORQUE A GRANA NÃO DEU PARA COMPRAR O CONVITE.

Reminiscências de antanho. Lembranças de um José


POEMA FAMILIAR

Careço de um recall laudeliniano,
Com assessorias necessárias de Arlinda, Vicente, Neco da Linha, Dai, Rita e Ninice.

Nessa minha meninice,
Preciso ser convocado para uma sessão de colo,
De conselho, de injeção de vida na veia.

Necessito de algo, mas não sei o quê!
Qual o meu problema?

Talvez eu tenha nascido com vícios de origem
Ou seja uma pessoa sem eixo, sem centro, sem asas
Repleto de vícios redibitórios, caro para manter
Quem sabe, inviável
Cujo único remédio seja
Autoreciclagem...

(Jorge Ghezo) 26maio2011

É DEZ!!!!

Queridos amigos, alunos e seguidores: quero agradecer os DEZ MIL ACESSOS ao meu Blog. Pretendo continuar usando esse espaço para compartilhar e repartir conhecimentos. VAMOS, AGORA, AOS VINTE MIL ACESSOS. INTÉ E  BOAS ENERGIAS PARA TODOS!!!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Racismo é Burrice - Gabriel Pensador

Discriminação Racial

CULTNE - Abdias do Nascimento

João Jorge do Olodum fala sobre Abdias do Nascimento

PERDEMOS UM HEROI BRASILEIRO!!!!!


Abdias Nascimento, muito conhecido por seu trabalho em prol do movimento negro, morreu na noite desta segunda-feira (23), segundo informou o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap) nesta terça-feira (24). Ela estava com 98 anos.
Abdias estava internado no Hospital dos Servidores, no Centro do Rio, há dois meses e lutava contra diabetes. As informações foram passadas pelo candoblecista Ivanir Santos, do conselho estratégico do Ceap. 
Abdias foi o responsável por criar o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro Brasileiros (Ipeafro) em 1981 para lutar pelos direitos do povo negro, sobretudo nas áreas da educação e da cultura. Ele também foi deputado federal, senador e secretário de Defesa e Promoção das Populações Afro-Brasileiras do Estado do Rio de Janeiro, de 1991 a 1994.
Seu velório e enterro do ativista ainda não têm local nem data definidos.

Jornal do Brasil - Rio - Morre Abdias Nascimento, ativista do Movimento Negro

Jornal do Brasil - Rio - Morre Abdias Nascimento, ativista do Movimento Negro

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Historia do Axé

História do carnaval da Bahia. - Parte02

História do carnaval da Bahia parte 01

História do Trio Elétrico

PIERRE VERGER carnaval Brasil - anos 40

Secos e Molhados - Sangue latino + O Vira

Secos & Molhados

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Secos & Molhados
Secos & Molhados em 1973 (esquerda para direita):
Ney Matogrosso, Gérson Conrad, João Ricardo
Informação geral
OrigemSão Paulo
País Brasil
GênerosGlam Rock, Rock Progressivo,Folk, MPB
Período em atividade1971-1974; 1977-1988; 1999
Gravadora(s)Continental (1973-1974)
Philips (1978-1980)
Polygram (1988)
Eldorado (2000)
Página oficialwww.secosemolhados.com
Ex-integrantes
João Ricardo
Ney Matogrosso
Gerson Conrad
ver lista

Secos & Molhados foi um grupo vocal brasileiro da década de 1970 cuja formação clássica consistia de João Ricardo (Vocais, Violão, Harmônica), Ney Matogrosso(Vocais), e Gérson Conrad (Vocais, Violão). João havia criado o nome da banda sozinho em 1970 até juntar-se com as diferentes formações nos anos seguintes e terminar igualmente sozinho com o álbum Memória Velha (2000).

No começo, as apresentações ousadas, acrescidas de um figurino e uma maquiagemextravagantes, fizeram a banda ganhar imensa notoriedade e reconhecimento, sobretudo por canções como "O Vira", "Sangue Latino", "Assim Assado", "Rosa de Hiroshima", que misturam danças e canções do folclore português como o Vira com críticas à Ditadura Militar e a poesia de Cassiano Ricardo, Vinícius de Moraes, Oswald de Andrade,Fernando Pessoa, e João Apolinário, pai de João Ricardo, com um rock pesado inédito no país, o que a fez se tornar um dos maiores fenômenos musicais do Brasil da época e um dos mais aclamados pela crítica nos dias de hoje.

Seu álbum de estréia, Secos e Molhados I (1973), foi possível graças à tais performances que despertaram interesse nas gravadoras, e projetou o grupo no cenário nacional, vendendo mais de 700.000 cópias no país. Desentendimentos financeiros fizeram o grupo se desintegrar em 1974, ano do Secos e Molhados II, o último em que todos os membros iniciais participaram, embora João Ricardo tenha prosseguido com a marca em Secos & Molhados III (1978), Secos e Molhados IV (1980), A Volta do Gato Preto (1988), Teatro?(1999) e Memória Velha (2000), enquanto Gérson continuou a tocar sozinho. Do grupo, Ney Matogrosso é o mais bem-sucedido em sua carreira solo, e continua ativo desdeÁgua do Céu Pássaro (1975).

Os Secos & Molhados estão inscritos em uma categoria privilegiada entre as bandas e músicos que levaram o Brasil da bossa nova à Tropicália e então para o rock brasileiro, um estilo que só floresceu expressivamente nos anos 80. Seus dois álbuns de estréia incorporaram elementos novos à MPB, que vai desde a poesia e o glam rock ao rock progressivo, servindo como fundamental referência para uma geração de bandas underground que não aceitavam a MPB como expressão. O grupo continua a ganhar atenção das novas gerações: em 2007, a Rolling Stone Brasil posiciou o primeiro LP em 5º lugar na sua Lista dos 100 maiores discos da música brasileira e em 2008 a "Los 250: Essential Albums of All Time Latin Alternative - Rock Iberoamericano" o colocou na 97ª posição.

PRINCIPAIS PONTOS DAS CONSTITUIÇÕES REPUBLICANAS



Professor José Jorge
EJA – CED 07 – NOTURNO
GAMA/DF

DISPOSITIVOS BÁSICOS (PONTOS PRINCIPAIS) DAS CONSTITUIÇÕES REPUBLICANAS DO BRASIL



·         CONSTITUIÇÃO DE 1891 – promulgada

Os principais pontos da constituição foram:
* Abolição das instituições monárquicas;
* Os Senadores deixaram de ter cargo vitalício;
* Sistema de governo presidencialista;
* O presidente da República passou a ser o chefe do Poder Executivo;
* As eleições passaram a ser pelo voto direto, a descoberto (voto aberto);
* Os mandatos tinham duração de quatro anos;
* Não haveria reeleição;
* Os candidatos a voto eletivo seriam escolhidos por homens maiores de 21 anos, com exceção de analfabetos, mendigos, praças de pré e religiosos sujeitos ao voto de obediência;
* Ao Congresso Nacional cabia o Poder Legislativo, composto pelo Senado e Câmara de Deputados;
* As Províncias passaram a ser Estados de uma Federação com maior autonomia;
* Os Estados da Federação passaram a ter suas Constituições hierarquicamente organizadas em relação à Constituição Federal;
* Os presidentes das Províncias passaram a ser presidentes dos Estados e eleitos pelo voto direto à semelhança do Presidente da República;
* A Igreja Católica foi desmembrada do Estado Brasileiro, deixando de ser a religião oficial do país.
Além disso, consagrava-se a liberdade de associação e de reunião sem armas, assegurava-se aos acusados o mais amplo direito de defesa, aboliam-se as penas de galés, banimento judicial e de morte, instituía-se o habeas-corpus e as garantias de magistratura aos juízes federais (vitaliciedade, inamobilidade e irredutibilidade dos vencimentos).


·         CONSTITUIÇÃO DE 1934 – promulgada

Considerada progressista para a época, a nova Constituição:
* instituiu o voto secreto;
* estabeleceu o voto obrigatório para maiores de 18 anos;
* propiciou o voto feminino, direito há muito reivindicado, que já havia sido instituído em 1932 pelo Código Eleitoral do mesmo ano;
* previu a criação da Justiça do Trabalho;
* previu a criação da Justiça Eleitoral;
* nacionalizou as riquezas do subsolo e quedas d'água no país;
De suas principais medidas, podemos destacar que a Constituição de 1934:
* Prevê nacionalização dos bancos e das empresas de seguros;
* Determina que as empresas estrangeiras deverão ter pelo menos % de empregados brasileiros;
* Confirma a Lei Eleitoral de 1932, com Justiça Eleitoral, voto feminino, voto aos 18 anos (antes era aos 21) e deputados classistas (representantes de classes sindicais);
* Cria a Justiça do Trabalho;
* Proíbe o trabalho infantil, determina jornada de trabalho de oito horas, repouso semanal obrigatório, férias remuneradas, indenização para trabalhadores demitidos sem justa causa, assistência médica e dentária, assistência remunerada a trabalhadoras grávidas;
* Proíbe a diferença de salário para um mesmo trabalho, por motivo de idade, sexo, nacionalidade ou estado civil e
* Prevê uma lei especial para regulamentar o trabalho agrícola e as relações no campo (que não chegou a ser feita) e reduz o prazo de aplicação de usucapião a um terço dos originais 30 anos.


·         CONSTITUIÇÃO DE 1937

De suas principais medidas, pode-se destacar que a Constituição de 1937:
* Concentra os poderes executivo e legislativo nas mãos do Presidente da República;
* Estabelece eleições indiretas para presidente, que terá mandato de seis anos;
* Acaba com o federalismo;
* Acaba com o liberalismo;
* Estabelece a pena de morte;
* Retira do trabalhador o direito de greve;
* Permitia ao governo expurgar funcionários que se opusessem ao regime;
* Previu a realização de um plebiscito para referendá-la, o que nunca ocorreu.

           
·         CONSTITUIÇÃO DE 1946 – promulgada

Foram dispositivos básicos regulados pela carta: a igualdade de todos perante a lei; a liberdade de manifestação de pensamento, sem censura, a não ser em espetáculos e diversões públicas; a inviolabilidade do sigilo de correspondência; a liberdade de consciência, de crença e de exercício de cultos religiosos; a liberdade de associação para fins lícitos; a inviolabilidade da casa como asilo do indivíduo; a prisão só em flagrante delito ou por ordem escrita de autoridade competente e a garantia ampla de defesa do acusado.


·         CONSTITUIÇÃO DE 1967 – semi-outorgada
De suas principais medidas, podemos destacar que a Constituição de 1967:
* Concentra no Poder Executivo a maior parte do poder de decisão;
* Confere somente ao Executivo o poder de legislar em matéria de segurança e orçamento;
* Estabelece eleições indiretas para presidente, com mandato de cinco anos;
* Militariza a Presidência da República, dando às Forças Armadas uma força gigantesca;
* Restringe o federalismo;
* Estabelece a pena de morte para crimes de segurança nacional;
* Restringe ao trabalhador o direito de greve;
* Abre espaço para a decretação posterior de leis de censura e banimento.

           
·         CONSTITUIÇÃO DE 1988 – promulgada

            Em relação às Constituições anteriores, a Constituição de 1988 representa um avanço. As modificações mais significativas foram:
* Direito de voto para os analfabetos;
* Voto facultativo para jovens entre 16 e 18 anos;
* Redução do mandato do presidente de 5 para 4 anos;
* Eleições em dois turnos (para os cargos de presidente, governadores e prefeitos de cidades com mais de 200 mil habitantes);
* Os direitos trabalhistas passaram a ser aplicados, além de aos trabalhadores urbanos e rurais, também aos domésticos;
* Direito a greve;
* Liberdade sindical;
* Diminuição da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais;
* Licença maternidade de 120 dias (sendo atualmente discutida a ampliação).
* Licença paternidade de 5 dias;
* Abono de férias;
* Décimo terceiro salário para os aposentados;
* Seguro desemprego;
* Férias remuneradas com acréscimo de 1/3 do salário.


terça-feira, 10 de maio de 2011

Maria Gadu canta faroeste caboclo - parte um - filmado por Ghezo

Thalma de Freitas no CCBB

(NESSE NOVO ESPAÇO, DENOMINADO, "TÁ DADA A DICA", TRAREI INFORMAR SOBRE COMO VC PODE OCUPAR SEU TEMPO, SEM PAGAR PARA ENTRAR!!!) HOJE, DIA 10 DE MAIO DE 2011 - CINEMA 0800(DE GRÁTIS) - SESC GAMA


TÁ DADA A DICA!!! HOJE - CINEMA 0800 - SESC GAMA

Mostra de cinema europeu no SESC do Gama. Hoje, dia 10 de maio, 16horas, o filme ALMA EM PAZ, da Eslováquia, dirigido por Vladimir Baiko; ás 19 horas, DÁ PARA FAZER, filme italiano, de Giulio Manfredonia. E É DE GRAÇA!!!! O P OJETO ROLA ATÉ DIA 13 DE MAIO... COM SESSÕES ÀS 16h e 19h. AMANHÃ,DIA 11, INDICAREI OS FILMES DO DIA.... A CIDADE PULSA NOVAMENTE... CONTINUARÁ?????? TÁ DADA A DICA!!!! ESSE SERÁ O ESPAÇO DA INFORMAÇÃO OCUPACIONAL.... INTÉ!!

sábado, 7 de maio de 2011

Crime, Castigo e Cadeia...

Hoje, o Gama empatou com o Braziliense. A Cidade andou para o estádio, para os botecos, para as imediações. É um crime, o que fazem com esse Time, há oito anos! É espantoso que não vejam o quanto a cidade teria ganho se estivéssemos, ao menos, na segunda diivisão. Os responsáveis merecem o quê?





Posted by Picasa

Brasília - fotos de Ghezo







Posted by Picasa

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Beleza Africana / African Beauty

IV desfile de moda Africana

moda africana

Culinária e Vestimenta Africana

ISLÃ: ARTE E CIVLLIZAÇÃO

Em brasília, uma rara oportunidade: ver e sentir a cultura muçulmana, que influenciou e influencia profundamente esse mundo pós-moderno.
De bin Laden à expansão marítima européia, chegando ao Brasil pela cultura portuguesa, somos quase todos meio árabe, africano, europeu e nativo.(ghezo)

A mostra reúne obras de diversos países de cultura islâmica, provenientes dos principais museus da Síria e do Irã e dos acervos da Biblioteca e Centro de Pesquisa América do Sul-Países Árabes – BibliASPA - e da Casa das Áfricas.

Peças de cerâmica, ourivesaria, arquitetura, caligrafia e instrumentos científicos que revelam o alto grau de desenvolvimento atingido por essa civilização nas áreas da matemática e da astronomia, confeccionadas desde o século VII até o XX, compõem a exposição, revelando as múltiplas identidades muçulmanas e ilustram a presença Divina, a busca do conhecimento e a valorização dos saber refletidas na forma de arabescos, composições geométricas, vegetais estilizados e da própria caligrafia.

“Que a paz esteja convosco!” – Saudação tradicional muçulmana aos visitantes.

Curiosidade:

No Brasil ocorreu a maior revolta contra a escravidão das Américas. A Revolta dos Malês (Janeiro de 1835), também chamada Revolta dos Escravos de Alá, foi promovida em Salvador pelos malês, como eram chamados os escravos muçulmanos.

Sobre a cultura islâmica:

Com a palavra Islã designa-se uma cultura, um modo de vida, uma religião. A civilização muçulmana é o resultado da fusão, feita pelos árabes, da herança da Antiguidade Clássica com o legado de outras civilizações – indiana, persa, chinesa – com as quais eles tomaram contato através das suas conquistas, modelando-as a partir dos seus valores.

Uma unanimidade na cultura islâmica é a primazia da mesquita no contexto urbano das cidades onde o islamismo chegou. Identificada exteriormente pelo minarete (torre) e a cúpula, e no seu interior pelo pátio, o minbar (púlpito) e o mihrab (nicho que orienta o sentido das preces, sempre em direção a Meca), a mesquita também se destaca por sua profusão ornamental. Sua decoração com mosaicos e arabescos prioriza o uso de formas geométricas e vegetais.

Apesar de não existir no Corão, livro sagrado dos muçulmanos, uma proibição explícita quanto ao uso da representação de seres vivos, na prática prevaleceu uma postura pouco favorável a este tipo de decoração religiosa tão comum em todo o Mediterrâneo, no Irã, na Índia e no interior da Ásia. A impossiblidade de captar a fé com imagens, a concepção de que não existem mediadores entre o ser humano e o Sobrenatural e o temor de, com a representação, desafiar a Criação divina, são critérios que inibem um tipo de arte enquanto favorecem outros.

No Islã, a caligrafia é a forma artística privilegiada. Por veicular a mensagem religiosa e satisfazer necessidades estéticas, os diversos estilos caligráficos podem ser aplicados na decoração de edificações assim como em objetos de uso cotidiano. A estilização das formas da natureza, aliada à busca da perfeição como modo de se aproximar de Deus, conduz à elaboração de padrões geométricos abstratos que se tornam elementos recorrentes na ornamentação. Porém, o contexto proibitivo com relação às imagens não foi um consenso: o Islã conta entre suas manifestações artísticas com as iluminuras que ilustram diversos episódios da história e da literatura da época e que foram muito populares em algumas regiões.

Fontes: Folder da exposição

Serviço

Centro Cultural Banco do Brasil apresenta:

Islã: Arte e Civilização

de MAIO a 27 JUNHO 2011

Terça a domingo, das 10 às 20h

CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL, AO LADO DA TERCEIRA PONTE, NO SETOR DE CLUBES SUL - BRASILIA-DF

Cássia Eller - Mudaram as Estações

(junto ao vídeo com Cássia, uma minha confissão sobre poesia: essa, logo abaixo, eu piratearia)

Meu amor não sabe
que ele não cabe
no quotidiano
no preto no branco
do meu dia a dia.

Quer é colher flores
perfumar os quartos
recitar poesia.

Meu amor é burro
e não se resigna
ao papel reservado
neste acordo tácito
que ninguém assina.

(Mariana Moraes, poetisa de BSB)

Cassia Eller Malandragem acústico

A cuca te pega - Cássia Eller

tropicália 1




Tropicalismo
"A Tropicália foi o avesso da Bossa Nova". Assim o compositor e cantor Caetano Veloso define o movimento que, ao longo de 1968, revolucionou o status quo da música popular brasileira. Dessa corrente, liderada pelo baiano de Santo Amaro da Purificação, também participaram ativamente os compositores Gilberto Gil e Tom Zé, os letristas Torquato Neto e Capinam, o maestro e arranjador Rogério Duprat, o trio Mutantes e as cantoras Gal Costa e Nara Leão. Diferentemente da Bossa Nova, que introduziu uma forma original de compor e interpretar, a Tropicália não pretendia sintetizar um estilo musical, mas sim instaurar uma nova atitude: sua intervenção na cena cultural do país foi, antes de tudo, crítica.

A intenção dos tropicalistas não era superar a Bossa Nova, da qual Veloso, Gil, Tom Zé e Gal foram discípulos assumidos, especialmente do canto suave e da inovadora batida de violão de João Gilberto, conterrâneo dos quatro. No início de 1967, esses artistas sentiam-se sufocados pelo elitismo e pelos preconceitos de cunho nacionalista que dominavam o ambiente da chamada MPB. Depois de várias discussões concluíram que, para arejar a cena musical do país, a saída seria aproximar de novo a música brasileira dos jovens, que se mostravam cada vez mais interessados no pop e no rock dos Beatles, ou mesmo no iê-iê-iê que Roberto Carlos e outros ídolos brazucas exibiam no programa de TV Jovem Guarda. Argumentando que a música brasileira precisava se tornar mais "universal", Gil e Caetano tentaram conquistar adesões de outros compositores de sua geração, como Dori Caymmi, Edu Lobo, Chico Buarque de Hollanda, Paulinho da Viola e Sérgio Ricardo. Porém, a reação desses colegas mostrou que, se aderissem mesmo à música pop, tentando romper a hegemonia das canções de protesto e da MPB politizada da época, os futuros tropicalistas teriam que seguir sozinhos.

Consideradas como marcos oficiais do novo movimento, as canções Alegria, Alegria (de Caetano) e Domingo no Parque (de Gil) chegaram ao público já provocando muita polêmica, no III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, em outubro de 1967. As guitarras elétricas da banda argentina Beat Boys, que acompanhou Caetano, e a atitude roqueira dos Mutantes, que dividiram o palco com Gil, foram recebidas com vaias e insultos pela chamada linha dura do movimento estudantil. Para aqueles universitários, a guitarra elétrica e o rock eram símbolos do imperialismo norte-americano e, portanto, deviam ser rechaçados do universo da música popular brasileira. No entanto, não só o júri do festival mas grande do público aprovou a nova tendência. A canção de Gil saiu como vice-campeã do festival, que foi vencido por Ponteio (de Edu Lobo e Capinam). E, embora tenha terminado como quarta colocada, Alegria, Alegria tornou-se um sucesso instantâneo nas rádios do país, levando o compacto simples com a gravação de Caetano a ultrapassar a marca de 100 mil cópias vendidas – número alto para a época.

Arranjos de vanguarda
A repercussão do festival estimulou a gravadora Philips a acelerar a produção de LPs individuais de Caetano e Gil, que vieram a ser seus primeiros álbuns tropicalistas. Se Gil já contava nos arranjos com a bagagem musical contemporânea do maestro Rogério Duprat, para o disco de Caetano foram arregimentados outros três maestros ligados à música de vanguarda: Júlio Medaglia, Damiano Cozzela e Sandino Hohagen. Coube a Medaglia o arranjo da faixa que Caetano compusera como uma espécie de canção-manifesto no novo movimento.

Influenciado pelo delirante Terra em Transe, filme de Glauber Rocha, assim como pela peça O Rei da Vela, do modernista Oswald de Andrade, na montagem agressiva do Teatro Oficina, Caetano sintetizou nessa canção conversas e discussões estéticas que vinha tendo com Gil, com seu empresário Guilherme Araújo, com a cantora (e sua irmã) Maria Bethânia, com o poeta Torquato Neto e o artista gráfico Rogério Duarte. O resultado foi uma espécie de colagem poética, que traçava uma alegoria do Brasil através de seus contrastes. Quem sugeriu o título Tropicália para essa canção foi o fotógrafo (mais tarde produtor de cinema) Luís Carlos Barreto, que ao ouvi-la, no final de 1967, lembrou da obra homônima que o artista plástico Hélio Oiticica expusera no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, alguns meses antes.

Mas o movimento só passou a ser chamado de tropicalista a partir de 5 de fevereiro de 1968, dia em que Nelson Motta publicou no jornal Última Hora um artigo intitulado "A Cruzada Tropicalista". Nele, o repórter anunciava que um grupo de músicos, cineastas e intelectuais brasileiros fundara um movimento cultural com a ambição de alcance internacional. O efeito foi imediato: Caetano, Gil e os Mutantes passaram a participar com freqüência de programas de TV, especialmente do comandado por Abelardo Chacrinha Barbosa, o irreverente apresentador que virou ícone do movimento. Em maio de 1968, o estado-maior tropicalista gravou em São Paulo Tropicália ou Panis et Circensis, álbum coletivo com caráter de manifesto. Caetano coordenou o projeto e selecionou o repertório, que destacou canções inéditas de sua autoria, ao lado de outras de Gil, Torquato Neto, Capinam e Tom Zé. Completavam o elenco os Mutantes, Gal Costa e Nara Leão, além do maestro Rogério Duprat, autor dos arranjos.

O disco foi lançado em agosto do mesmo ano, em debochadas festas promovidas em gafieiras de São Paulo e Rio de Janeiro. Canções como Miserere Nobis (de Gil e Capinam), Lindonéia (Caetano e Gil), Parque Industrial (Tom Zé) e Geléia Geral (Gil e Torquato) compunham o retrato alegórico de um país ao mesmo tempo moderno e retrógrado. Ritmos como o bolero e o baião, ao lado da melodramática canção Coração Materno (de Vicente Celestino), recriada por Caetano no disco, indicavam o procedimento tropicalista de enfatizar a cafonice, o aspecto kitsch da cultura brasileira. Afinados com a contracultura da geração hippie, os tropicalistas também questionaram os padrões tradicionais da chamada boa aparência, trocando-a por cabelos compridos e roupas extravagantes.

Confrontos
Com tantas provocações ao status quo, as reações à Tropicália também tornaram-se mais contundentes. Num debate organizado pelos estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, em junho de 1968, Caetano, Gil, Torquato e os poetas concretos Augusto de Campos e Décio Pignatari, que manifestavam simpatia pelo movimento, foram hostilizados com vaias, bombinhas e bananas pela linha dura universitária. O confronto foi mais violento ainda durante o III Festival Internacional da Canção, no Teatro da Universidade Católica de São Paulo, em setembro. Ao defender com os Mutantes a canção É Proibido Proibir, que compôs a partir de um slogan do movimento estudantil francês, Caetano foi agredido com ovos e tomates pela platéia. O compositor reagiu com um discurso, que se transformou em um histórico happening: "Mas é isso que é a juventude que diz que quer tomar o poder?", desafiou o irado baiano.

Outro cenário de confronto foi a boate carioca Sucata, onde Caetano, Gil e Mutantes fizeram uma conturbada temporadas de shows, em outubro. Uma bandeira com a inscrição "Seja marginal, seja herói" (obra de Hélio Oiticica), exibida no cenário, e o boato de que Caetano teria cantado o Hino Nacional enxertando versos ofensivos às Forças Armadas serviram de pretexto para que o show fosse suspenso.

Ainda em outubro, finalmente, os tropicalistas conseguiram um programa semanal na TV Tupi. Com roteiro de Caetano e Gil, Divino, Maravilhoso contava com todos os membros do grupo, além de convidados como Jorge Ben, Paulinho da Viola e Jards Macalé. Os programas eram concebidos como happenings, repletos de cenas provocativas. A influência do movimento também ficou evidente em dezenas de canções concorrentes no IV Festival de Música Popular Brasileira , que a TV Record começou a exibir em novembro. A decisão do júri refletia o grande impacto da Tropicália somente um ano após o lançamento de suas primeiras obras: São São Paulo, de Tom Zé, foi a canção vencedora; Divino, Maravilhoso, de Caetano e Gil, ficou em terceiro lugar; 2001, de Tom Zé e Rita Lee, foi a quarta colocada.

Morte decretada
Nessa época, com o endurecimento do regime militar no país, as interferências do Departamento de Censura Federal já haviam se tornado costumeiras; canções tinham versos cortados, ou eram mesmo vetadas integralmente. A decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro de 1968, oficializou de vez a repressão política a ativistas e intelectuais. As detenções de Caetano e Gil, em 27 de dezembro, precipitaram o enterro da Tropicália, embora sua morte simbólica já tivesse sido anunciada, nos eventos do grupo.

Apesar de ter se revelado tão explosiva quanto breve, com pouco mais de um ano de vida oficial, a Tropicália seguiu influenciando grande parte da música popular produzida no país pelas gerações seguintes. Até mesmo em trabalhos posteriores de medalhões da MPB mais tradicional, como Chico Buarque e Elis Regina, pode-se encontrar efeitos do "som universal" tropicalista. Descendentes diretos ou indiretos do movimento continuaram surgindo em décadas posteriores, como o cantor Ney Matogrosso e a vanguarda paulistana do final dos anos 70, que incluía Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção e o Grupo Rumo. Ou, já nos anos 90, o compositor pernambucano Chico Science, um dos líderes do movimento Mangue Bit, que misturou pop eletrônico com ritmos folclóricos locais. Ou ainda um grupo de compositores e intérpretes do Rio de Janeiro, como Pedro Luís, Mathilda Kóvak, Suely Mesquita e Arícia Mess, que lançaram em 1993 um projeto com pose de movimento intitulado Retropicália.

Em 1998, os 30 anos do movimento serviriam de tema oficial do Carnaval de Salvador. Essa efeméride também provocou a gravação do CD-tributo Tropicália 30 Anos, no qual as canções mais populares do movimento foram recriadas por intérpretes da nova geração baiana, como Carlinhos Brown, Margareth Menezes e Daniela Mercury, além dos próprios Caetano, Gil, Tom Zé e Gal Costa.

Em âmbito internacional, nos últimos anos, conceituadas publicações como o jornal norte-americano The New York Times ou a revista britânica The Wire dedicaram artigos extensos à Tropicália. Um revival até inusitado, que parece ter sido despertado pelo culto às obras de Caetano, Gil, Tom Zé e Mutantes, que astros do pop internacional como David Byrne, Beck e Kurt Cobain já vinham praticando havia anos.


Músicas

Alegria, Alegria – Caetano Veloso
Domingo no Parque – Gilberto Gi
Tropicália – Caetano Veloso
Superbacana – Caetano Veloso
Soy Loco Por Ti América (Gilberto Gil/ Capinam) – Caetano Veloso
Marginália 2 (Gilberto Gil/ Torquato Neto) – Gilberto Gil
Panis et Circensis (Gilberto Gil/ Caetano Veloso) – Mutantes
Miserere Nobis (Gilberto Gil/ Capinam) – Gilberto Gil e Mutantes
Lindonéia (Gilberto Gil/ Caetano Veloso) – Nara Leão
Parque Industrial (Tom Zé) – Tom Zé
Geléia Geral (Gilberto Gil/ Torquato Neto) – Gilberto Gil
Baby (Caetano Veloso) – Gal Costa e Caetano Veloso
Enquanto Seu Lobo Não Vem (Caetano Veloso) – Caetano Veloso
Mamãe, Coragem (Caetano Veloso/ Torquato Neto) – Gal Costa
Bat Macumba (Gilberto Gil/ Caetano Veloso) – Gilberto Gil e Mutantes
Saudosismo – Caetano Veloso
É Proibido Proibir, versão integral, com discurso (Caetano Veloso) – Caetano Veloso
Não Identificado (Caetano Veloso) – Gal Costa
Divino, Maravilhoso (Gilberto Gil e Caetano Veloso) – Gal Costa
2001 (Rita Lee/ Tom Zé) – Mutantes
São São Paulo (Tom Zé) – Tom Zé
Carlos Calado


Artistas relacionados
Caetano Veloso
Gilberto Gil
Mutantes
Rita Lee
Tom Zé
Rogério Duprat
Cidadão Instigado
Liverpool
Zuco 103
Vox Populi


MetaMusica