quarta-feira, 26 de abril de 2017

IDH NO BRASIL

IDH NO BRASIL
GEOGRAFIA DO BRASIL
O Brasil possui um IDH de 0,699 e atualmente ocupa o 73° lugar no ranking mundial.


Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um dado utilizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para analisar a qualidade de vida de uma determinada população. Os critérios utilizados para calcular o IDH são:
Grau de escolaridade: média de anos de estudo da população adulta e expectativa de vida escolar, ou tempo que uma criança ficará matriculada;
Renda: Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, baseada na paridade de poder de compra dos habitantes. Esse item tinha por base o PIB (Produto Interno Bruto) per capita, no entanto, a partir de 2010, ele foi substituído pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, que avalia praticamente os mesmos aspectos que o PIB, no entanto, a RNB também considera os recursos financeiros oriundos do exterior;
Descrição: https://t.dynad.net/pc/?dc=5550003220;ord=1493205222209Descrição: https://t.dynad.net/pc/?dc=5550003219;ord=1493205223481Descrição: https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001579;ord=1493205242319
Nível de saúde: baseia-se na expectativa de vida da população, reflete as condições de saúde e dos serviços de saneamento ambiental.
O Índice de Desenvolvimento Humano varia de 0 a 1, quanto mais se aproxima de 1, maior o IDH de um local.
De acordo com dados divulgados em novembro de 2010 pela ONU, o Brasil apresenta IDH de 0,699, valor considerado alto, e atualmente ocupa o 73° lugar no ranking mundial. A cada ano o país tem conseguido elevar o seu IDH, fatores como aumento da expectativa de vida da população e taxa de alfabetização estão diretamente associados a esse progresso.
No entanto, existem grandes disparidades sociais e econômicas no Brasil. As diferenças socioeconômicas entre os estados brasileiros são tão grandes que o país apresenta realidades distintas em seu território, o que torna irônica classificar o país com alto Índice de Desenvolvimento Humano.
Obs.: Em novembro de 2010, a ONU, a partir dos novos critérios de cálculo, divulgou uma lista de IDH dos países. Porém, esse novo método ainda não foi aplicado para o cálculo dos estados brasileiros. Agora veja os dados divulgados em 2008 pelo Pnud:
1° - Distrito Federal – 0,874
2° - Santa Catarina – 0,840
3° - São Paulo – 0,833
4° - Rio de Janeiro – 0,832
5° - Rio Grande do Sul – 0,832
6° - Paraná – 0,820
7° - Espírito Santo – 0,802
8° - Mato Grosso do Sul – 0,802
9° - Goiás – 0,800
10° - Minas Gerais – 0,800
11° - Mato Grosso – 0,796
12° - Amapá – 0,780
13° - Amazonas – 0,780
14° - Rondônia – 0,756
15° - Tocantins – 0,756
16° - Pará – 0,755
17° - Acre – 0,751
18° - Roraima – 0,750
19° - Bahia – 0,742
20° - Sergipe – 0,742
21° - Rio Grande do Norte – 0,738
22° - Ceará – 0,723
23° - Pernambuco – 0,718
24° - Paraíba – 0,718
25° - Piauí – 0,703
26° - Maranhão – 0,683
27° - Alagoas – 0,677
Analisando o ranking, as diferenças socioeconômicas no país ficam evidentes, sendo as regiões Sul e Sudeste as que possuem melhores Índices de Desenvolvimento Humano, enquanto o Nordeste possui as piores posições. Nesse sentido, torna-se necessária a realização de políticas públicas para minimizar as diferenças sociais existentes na nação brasileira.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola


quinta-feira, 6 de abril de 2017

Cantinho da História 99: Casa-grande & senzala e a identidade brasileira

Gilberto Freyre - O que é o Brasil?

TV Câmara: 'Diálogo com Joaquim Nabuco'

Abertura TV Glauber Rocha 1979

Entrevista com Glauber Rocha

Ciência e Letras - Nise da Silveira

'Mudar o país', por Herbert de Souza, o Betinho



BETINHO

Herbert José de Souza, mais conhecido como Betinho, foi sociólogo e ativista de direitos humanos. Sua militância começou na adolescência, na Ação Católica, em Belo Horizonte. Na UFMG, foi um dos fundadores da Ação Popular (AP). Depois de formado, engajou-se na luta pelas reformas de base do governo João Goulart.
Betinho resistiu ao golpe de 1964 e à ditadura que se instalou no Brasil. Quando a repressão se intensificou, partiu para o exílio, em 1971. Morou no Chile, no Canadá e no México. No fim dos anos 1970, a volta de Betinho, o irmão do Henfil, virou marca da campanha da anistia por causa da música “O bêbado e a equilibrista”, de Aldir Blanc e João Bosco. Betinho retornaria ao Brasil em 1979 e criaria, dois anos depois, o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase).
Seu trabalho de maior destaque foi o projeto da Ação da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e pela Vida. Betinho e seus irmãos, o cartunista Henfil e o músico Chico Mário, eram hemofílicos, doença herdada da mãe.
“Meu Brasil/ que sonha com a volta do irmão do Henfil/ de tanta gente que partiu”, referência a Betinho na canção “O bêbado e a equilibrista”, de João Bosco e Aldir Blanc, lançada em 1979 por Elis Regina.

DOSSIÊ DE HISTÓRIA - ALERTA...

Galera, recolherei os trabalhos (Dossiê de História), três (03) semanas após o fim da greve, ok? não deixem para a última hora... Publicarei vários texto, até a retomada das aulas. Escolha apenas CINCO.

https://pensador.uol.com.br/frase/NjcxNzI/

Henfil: Por muito tempo, eu pensei que a minha...

Por muito tempo, eu pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade.
Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma conta a ser paga. aí sim, a vida de verdade começaria. 

Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade. 
Essa perspectiva tem me ajudado a ver que não existe um caminho para a felicidade. 
A felicidade é o caminho! Assim, aproveite todos os momentos que você tem. 
E aproveite-os mais se você tem alguém especial para compartilhar, especial o suficiente para passar seu tempo; e lembre-se que o tempo não espera ninguém. 
Portanto, pare de esperar até que você termine a faculdade; até que você volte para a faculdade; até que você perca 5 kg; até que você ganhe 5 kg; até que seus filhos tenham saído de casa; até que você se case; até que você se divorcie; até sexta à noite até segunda de manhã; até que você tenha comprado um carro ou uma casa nova; até que seu carro ou sua casa tenham sido pagos; até o próximo verão, outono, inverno; até que você esteja aposentado; até que a sua música toque; até que você tenha terminado seu drink; até que você esteja sóbrio de novo; até que você morra; e decida que não há hora melhor para ser feliz do que agora mesmo... 
Lembre-se: felicidade é uma viagem, não um destino.

domingo, 2 de abril de 2017

DOSSIÊ DE HISTÓRIA - TERCEIROS ANOS - TEXTO 06 - 02 DE ABRIL DE 2017

Acorda, Brasil!
DOSSIÊ  DE HISTÓRIA - TERCEIROS ANOS  – TEXTO 06
(Rodrigo Craveiro, Jornalista)

            Somos o país da propina, do escracho, d vantagem sobre o outro, da valorização da riqueza a qualquer custo, das negociatas políticas, independentes de escrúpulos, da hipocrisia deslavada e da aversão à ética. Desse cedo, muitos de nós aprendemos a furar a fila no banco, a nos calarmos quando o troco está errado a nosso favor, a surrupiar o assento preferencial no ônibus, a ignorar as necessidades alheias. Mais tarde, permitimos trair nossos ideais com o voto de cabresto. Elegemos os nossos líderes por conveniência, não por ideologia ou após profunda reflexão sore os rumos de nossa nação. Às vezes colocamos alguém no poder à custa de falsas promessas. A consequência quase sempre é desastrosa.
            Muitos de nós, atrelados a paixões partidárias ou a arroubos ideológicos, pulverizamos o bom senso, em vez de instigarmos o próximo a se unir a nós em uma batalha pela moral na politica, preferimos lutar contra ele por pensarmos de forma diferente. Nenhum  povo desunido consegue mudar o seu destino. Somos por demais apolíticos. Enquanto a chibata desce sobre nosso lombo, engolimos o choro e a saliva e aquiescemos.
            Aceitamos que o governo pise a Consolidação das Leis do Trabalho e aprove uma polêmica terceirização que muito provavelmente saqueará empregos e projetos de vida. Nós nos silenciamos ante um projeto imoral, retrógrado e absurdo da reforma da previdência, o qual vai distanciar o trabalhador da aposentadoria, enquanto os nossos políticos vão gozar da mesma com sombra, água fresca e uísque importado, temos a cara de pau de defender a volta do regime militar quando tantas pessoas pereceram nas masmorras e no pau-de-arara da ditadura. É a torcida para que tudo dê errado no Brasil.
            Qualquer transformação somente ocorrerá com a força das ruas, com protestos pacíficos e democráticos, cujas demandas estejam expostas em agendas claras. Antes de tudo, precisamos reconhecer as distorções da política, a contaminação da corrupção e exigir profunda reforma , ainda que a mesma contrarie interesses pessoais e mesquinhos de nossos parlamentares, aferrados ao poder. Somente quando a ética e a preocupação com o bem-estar social e a consciência cidadã prevalecerem teremos condições de construir um Brasil de verdade. E de sepultar políticos e atitudes que tanto fizeram mal ao nosso país, gigante adormecido em berço esplêndido, talvez inebriado pela corrupção e pela vergonha.
(publicado em Correio Braziliense -  coluna Opinião – 20 de março de 2017 – pág. 12).

ATIVIDADES DO TEXTO.

1. Como o autor define o Brasil?
2.  A quais hábitos antiéticos estamos habituados, segundo o texto?
3. o que é a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)?
3. Defina o que é o Voto de Cabresto.
4. Como o autor vê a reforma da previdência?
5. O que foi a ditadura (regime) militar de 1964 no Brasil?
6. Quando poderemos construir um Brasil de verdade, segundo o texto?
7. O que é consciência cidadã?
8. Pesquise o significado dos termos e/ou conceitos abaixo:
A. Deslavada
B. Surrupiar.
C. Ideologia.
D. Arroubos.
E. Apolítico.
F. Política
G. Perecer.
H. Masmorra.
I. Pau-de-Arara (no texto!)
J. Aferrados.
K. Demandas
L. Ética.


DOSSIÊ DE HISTÓRIA - SEGUNDOS ANOS - TEXTO SEIS (06) 02 de abril de 2017

Acorda, Brasil!

DOSSIÊ DE HISTÓRIA - Segundos  anos  – TEXTO 07
02 de abril de 2017

(Rodrigo Craveiro, Jornalista)

            Somos o país da propina, do escracho, d vantagem sobre o outro, da valorização da riqueza a qualquer custo, das negociatas políticas, independentes de escrúpulos, da hipocrisia deslavada e da aversão à ética. Desse cedo, muitos de nós aprendemos a furar a fila no banco, a nos calarmos quando o troco está errado a nosso favor, a surrupiar o assento preferencial no ônibus, a ignorar as necessidades alheias. Mais tarde, permitimos trair nossos ideais com o voto de cabresto. Elegemos os nossos líderes por conveniência, não por ideologia ou após profunda reflexão sore os rumos de nossa nação. Às vezes colocamos alguém no poder à custa de falsas promessas. A consequência quase sempre é desastrosa.
            Muitos de nós, atrelados a paixões partidárias ou a arroubos ideológicos, pulverizamos o bom senso, em vez de instigarmos o próximo a se unir a nós em uma batalha pela moral na politica, preferimos lutar contra ele por pensarmos de forma diferente. Nenhum  povo desunido consegue mudar o seu destino. Somos por demais apolíticos. Enquanto a chibata desce sobre nosso lombo, engolimos o choro e a saliva e aquiescemos.
            Aceitamos que o governo pise a Consolidação das Leis do Trabalho e aprove uma polêmica terceirização que muito provavelmente saqueará empregos e projetos de vida. Nós nos silenciamos ante um projeto imoral, retrógrado e absurdo da reforma da previdência, o qual vai distanciar o trabalhador da aposentadoria, enquanto os nossos políticos vão gozar da mesma com sombra, água fresca e uísque importado, temos a cara de pau de defender a volta do regime militar quando tantas pessoas pereceram nas masmorras e no pau-de-arara da ditadura. É a torcida para que tudo dê errado no Brasil.
            Qualquer transformação somente ocorrerá com a força das ruas, com protestos pacíficos e democráticos, cujas demandas estejam expostas em agendas claras. Antes de tudo, precisamos reconhecer as distorções da política, a contaminação da corrupção e exigir profunda reforma , ainda que a mesma contrarie interesses pessoais e mesquinhos de nossos parlamentares, aferrados ao poder. Somente quando a ética e a preocupação com o bem-estar social e a consciência cidadã prevalecerem teremos condições de construir um Brasil de verdade. E de sepultar políticos e atitudes que tanto fizeram mal ao nosso país, gigante adormecido em berço esplêndido, talvez inebriado pela corrupção e pela vergonha.
(publicado em Correio Braziliense -  coluna Opinião – 20 de março de 2017 – pág. 12).

ATIVIDADES DO TEXTO.

1. Como o autor define o Brasil?
2.  A quais hábitos antiéticos estamos habituados, segundo o texto?
3. o que é a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)?
3. Defina o que é o Voto de Cabresto.
4. Como o autor vê a reforma da previdência?
5. O que foi a ditadura (regime) militar de 1964 no Brasil?
6. Quando poderemos construir um Brasil de verdade, segundo o texto?
7. O que é consciência cidadã?
8. Pesquise o significado dos termos e/ou conceitos abaixo:
A. Deslavada
B. Surrupiar.
C. Ideologia.
D. Arroubos.
E. Apolítico.
F. Política
G. Perecer.
H. Masmorra.
I. Pau-de-Arara (no texto!)
J. Aferrados.
K. Demandas
L. Ética.


Dossiê de História. Data para recolhimento dos trabalhos.

Galera, recolherei os trabalhos (Dossiê de História), três (03) semanas após o fim da greve, ok? não deixem para a última hora... Publicarei seis ou sete textos. Escolha apenas CINCO.

Dossiê de História. Segundos anos – texto 06 – 02 de abril de 2017

Dossiê de História.
Segundos anos – texto 06 – 02 de abril de 2017
A ditadura da imagem.
DIOCLÉCIO CAMPOS JÚNIOR – Médico, professor emérito da UnB.

A sociedade do século atual deprecia tanto a linguagem falada quanto a escrita. A leitura torna-se raquítica, insignificante. Consolida-se o idioma da imagem, poderoso instrumento das forças dominantes da nova era. Prevalece como complexo artifício virtual utilizado para driblar a vigilância da consciência das pessoas, alojando-se, incólume, nas profundezas do inconsciente. É a estratégia eficaz para a padronização comportamental pretendida.
Nos idos tempos da construção de um processo civilizatório qualificado, esboçava-se a perspectiva de surgimento dos valores realmente humanos. Fortaleceram-se a escrita e a leitura. A imagem, naquela época, era a expressão da criatividade artística nas modalidades da pintura e da escultura. A produção de livros históricos, filosóficos e literários expandiu-se fortemente graças a talentos intelectuais extraordinários. Ocorreu o mesmo com a música, reconhecidamente clássica, que conferia melódica riqueza e calava fundo nas entranhas da alma de então.
O Livro é uma das invenções mais diferenciadas de todas as épocas. Os textos escritos despertam distintas interpretações, quando lidos. De fato, o leitor possui tanta ou ás vezes, até mais criatividade do que o autor. Um personagem de determinado romance tem o perfil construído originalmente não só por quem escreveu o livro, mas também por pessoas que procedem à sua leitura. Em outras palavras, a linguagem escrita é o estímulo eficaz que enseja a reflexão crítica e original do leitor. Corresponde a uma produção cultural que se identificas com a liberdade de expressão enriquecida pela pena capacidade interpretativa. Os escritores que interagem com o público, durante as chamadas feiras do livro, impressionam-se ante a bela energia criativa despertada pela leitura. A escrita respeita a diversidade potencial da mente humana. É a substância estruturante ao ato de pensar, livre dos recursos televisivos concebidos para inescrupulosas manipulações que exterminam a liberdade de pensar.
A banalização do universo intelectual de cada indivíduo tem contribuído para o desaparecimento do projeto civilizatório da humanidade. Infelizmente, o avanço tecnológico, definido como progresso, vem promovendo verdadeira devastação do território educacional em que começavam a ser construídos os valores ético, morais, estéticos e artísticos de uma nova era da história da humanidade. Nesse tétrico contexto, prospera a força da imagem virtual como componente dotado de elevado potencial de contágio e contaminação, que tem sido a mais potente ferramenta comunicativa a serviço dos interesses dominantes, neutralizando-se a perspectiva de uma saudável evolução da sociedade humana. Trata-se de manobra destinada a padronizar mensagens visuais, criadas a fim de seduzir toda uma população em benefício dos objetivos econômicos que comandam o espetáculo.
A imagem virtual escapa à análise reflexiva e consciente de cada pessoa. Produz igual impacto em todos aos que a veem. Trata-se ignóbil mecanismo feito para iludir e explorar os cidadãos, bem diferente da linguagem escrita. É o monopólio que subordina a inteligência alheia. Gera a estratégia que inunda o inconsciente com cenas de transbordante violência, estampadas em guerras, bombardeios, massacres, assassinatos das mais distintas formas, armas de fogo transformadas em brinquedos para crianças, propagandas enganosas de bebidas alcóolicas, carros circulando por espaços paradisíacos, produtos de beleza, nutriente, roupas e calçados, filmes de terror, erotização incessante.
Os resultados são rentáveis para os empreendedores. Equipamentos bélicos e armas de fogo nunca foram produzidos e vendidos em tão larga escala. O assassinato campeia solto. Automóveis ocupam os espaços urbanos de forma absurda. Tênis, bonés, calças jeans, tatuagens e mochilas uniformizam populações inteiras. O sexualismo invade os locais públicos. A obesidade toma conta dos perfis humanos.
A comunicação de hoje é feita por meio de encenações bem editadas, coincidentes com a finalidade gananciosa a que se destinam. Os livros são deveras desvalorizados. Pouca gente entende o que lê. A maioria é vítima do analfabetismo funcional. A civilização desaparece porque é incompatível com os desperdícios do consumismo escandaloso que avança mundo afora, em ritmo irreversível. A literatura se definha. A filosofia se esvai. A leitura vai ficando cada dia mais próxima da sepultura. Assim caminha a humanidade, sob a ditadura da imagem.

(publicado no Correio Braziliense, caderno Opinião, em 31.03.2017 – pág. 19)


Atividades do texto.
1. Segundo o autor, qual a estratégia usada para a padronização comportamental de nosso tempo?
2. Nos idos tempos da construção de um processo civilizatório qualificado, o que se esboçava e em quais áreas do conhecimento?
3. Por que, segundo o autor, o livro é uma das invenções mais diferenciadas de todas as épocas?
4. Quais as consequências da banalização do universo intelectual de cada indivíduo, segundo o texto?
5. Que tipo de ferramenta comunicativa, segundo o autor, está a serviço dos interesses dominantes e por quê?
6. Por que a imagem virtual escapa á análise reflexiva e consciente de cada pessoa?
7. Com quais imagens o autor diz que somos manipulados em nosso dia-a-dia?
8. Como é feita, ainda conforme o autor, a comunicação de hoje?
9. Você se considera um analfabeto funcional? Por quê?
10. Ainda segundo o autor, por que a civilização está desaparecendo?
11. Pesquise os significados e/ou conceitos abaixo:

A. Analfabetismo funcional.
B. Depreciar.
C. Raquítico.
D. Processo civilizatório.
E. Ensejar.
F. Ignóbil.
G. Erotização.
H. Sexualismo.

I. Ditadura.

Dossiê de História. Terceiros anos – texto 05 – 02 de abril de 2017

Dossiê de História.
Terceiros anos – texto 05 – 02 de abril de 2017
A ditadura da imagem.
DIOCLÉCIO CAMPOS JÚNIOR – Médico, professor emérito da UnB.

A sociedade do século atual deprecia tanto a linguagem falada quanto a escrita. A leitura torna-se raquítica, insignificante. Consolida-se o idioma da imagem, poderoso instrumento das forças dominantes da nova era. Prevalece como complexo artifício virtual utilizado para driblar a vigilância da consciência das pessoas, alojando-se, incólume, nas profundezas do inconsciente. É a estratégia eficaz para a padronização comportamental pretendida.
Nos idos tempos da construção de um processo civilizatório qualificado, esboçava-se a perspectiva de surgimento dos valores realmente humanos. Fortaleceram-se a escrita e a leitura. A imagem, naquela época, era a expressão da criatividade artística nas modalidades da pintura e da escultura. A produção de livros históricos, filosóficos e literários expandiu-se fortemente graças a talentos intelectuais extraordinários. Ocorreu o mesmo com a música, reconhecidamente clássica, que conferia melódica riqueza e calava fundo nas entranhas da alma de então.
O Livro é uma das invenções mais diferenciadas de todas as épocas. Os textos escritos despertam distintas interpretações, quando lidos. De fato, o leitor possui tanta ou ás vezes, até mais criatividade do que o autor. Um personagem de determinado romance tem o perfil construído originalmente não só por quem escreveu o livro, mas também por pessoas que procedem à sua leitura. Em outras palavras, a linguagem escrita é o estímulo eficaz que enseja a reflexão crítica e original do leitor. Corresponde a uma produção cultural que se identificas com a liberdade de expressão enriquecida pela pena capacidade interpretativa. Os escritores que interagem com o público, durante as chamadas feiras do livro, impressionam-se ante a bela energia criativa despertada pela leitura. A escrita respeita a diversidade potencial da mente humana. É a substância estruturante ao ato de pensar, livre dos recursos televisivos concebidos para inescrupulosas manipulações que exterminam a liberdade de pensar.
A banalização do universo intelectual de cada indivíduo tem contribuído para o desaparecimento do projeto civilizatório da humanidade. Infelizmente, o avanço tecnológico, definido como progresso, vem promovendo verdadeira devastação do território educacional em que começavam a ser construídos os valores ético, morais, estéticos e artísticos de uma nova era da história da humanidade. Nesse tétrico contexto, prospera a força da imagem virtual como componente dotado de elevado potencial de contágio e contaminação, que tem sido a mais potente ferramenta comunicativa a serviço dos interesses dominantes, neutralizando-se a perspectiva de uma saudável evolução da sociedade humana. Trata-se de manobra destinada a padronizar mensagens visuais, criadas a fim de seduzir toda uma população em benefício dos objetivos econômicos que comandam o espetáculo.
A imagem virtual escapa à análise reflexiva e consciente de cada pessoa. Produz igual impacto em todos aos que a veem. Trata-se ignóbil mecanismo feito para iludir e explorar os cidadãos, bem diferente da linguagem escrita. É o monopólio que subordina a inteligência alheia. Gera a estratégia que inunda o inconsciente com cenas de transbordante violência, estampadas em guerras, bombardeios, massacres, assassinatos das mais distintas formas, armas de fogo transformadas em brinquedos para crianças, propagandas enganosas de bebidas alcóolicas, carros circulando por espaços paradisíacos, produtos de beleza, nutriente, roupas e calçados, filmes de terror, erotização incessante.
Os resultados são rentáveis para os empreendedores. Equipamentos bélicos e armas de fogo nunca foram produzidos e vendidos em tão larga escala. O assassinato campeia solto. Automóveis ocupam os espaços urbanos de forma absurda. Tênis, bonés, calças jeans, tatuagens e mochilas uniformizam populações inteiras. O sexualismo invade os locais públicos. A obesidade toma conta dos perfis humanos.
A comunicação de hoje é feita por meio de encenações bem editadas, coincidentes com a finalidade gananciosa a que se destinam. Os livros são deveras desvalorizados. Pouca gente entende o que lê. A maioria é vítima do analfabetismo funcional. A civilização desaparece porque é incompatível com os desperdícios do consumismo escandaloso que avança mundo afora, em ritmo irreversível. A literatura se definha. A filosofia se esvai. A leitura vai ficando cada dia mais próxima da sepultura. Assim caminha a humanidade, sob a ditadura da imagem.

(publicado no Correio Braziliense, caderno Opinião, em 31.03.2017 – pág. 19)


Atividades do texto.
1. Segundo o autor, qual a estratégia usada para a padronização comportamental de nosso tempo?
2. Nos idos tempos da construção de um processo civilizatório qualificado, o que se esboçava e em quais áreas do conhecimento?
3. Por que, segundo o autor, o livro é uma das invenções mais diferenciadas de todas as épocas?
4. Quais as consequências da banalização do universo intelectual de cada indivíduo, segundo o texto?
5. Que tipo de ferramenta comunicativa, segundo o autor, está a serviço dos interesses dominantes e por quê?
6. Por que a imagem virtual escapa á análise reflexiva e consciente de cada pessoa?
7. Com quais imagens o autor diz que somos manipulados em nosso dia-a-dia?
8. Como é feita, ainda conforme o autor, a comunicação de hoje?
9. Você se considera um analfabeto funcional? Por quê?
10. Ainda segundo o autor, por que a civilização está desaparecendo?
11. Pesquise os significados e/ou conceitos abaixo:

A. Analfabetismo funcional.
B. Depreciar.
C. Raquítico.
D. Processo civilizatório.
E. Ensejar.
F. Ignóbil.
G. Erotização.
H. Sexualismo.

I. Ditadura.