quarta-feira, 26 de abril de 2017

IDH NO BRASIL

IDH NO BRASIL
GEOGRAFIA DO BRASIL
O Brasil possui um IDH de 0,699 e atualmente ocupa o 73° lugar no ranking mundial.


Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é um dado utilizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para analisar a qualidade de vida de uma determinada população. Os critérios utilizados para calcular o IDH são:
Grau de escolaridade: média de anos de estudo da população adulta e expectativa de vida escolar, ou tempo que uma criança ficará matriculada;
Renda: Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, baseada na paridade de poder de compra dos habitantes. Esse item tinha por base o PIB (Produto Interno Bruto) per capita, no entanto, a partir de 2010, ele foi substituído pela Renda Nacional Bruta (RNB) per capita, que avalia praticamente os mesmos aspectos que o PIB, no entanto, a RNB também considera os recursos financeiros oriundos do exterior;
Descrição: https://t.dynad.net/pc/?dc=5550003220;ord=1493205222209Descrição: https://t.dynad.net/pc/?dc=5550003219;ord=1493205223481Descrição: https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001579;ord=1493205242319
Nível de saúde: baseia-se na expectativa de vida da população, reflete as condições de saúde e dos serviços de saneamento ambiental.
O Índice de Desenvolvimento Humano varia de 0 a 1, quanto mais se aproxima de 1, maior o IDH de um local.
De acordo com dados divulgados em novembro de 2010 pela ONU, o Brasil apresenta IDH de 0,699, valor considerado alto, e atualmente ocupa o 73° lugar no ranking mundial. A cada ano o país tem conseguido elevar o seu IDH, fatores como aumento da expectativa de vida da população e taxa de alfabetização estão diretamente associados a esse progresso.
No entanto, existem grandes disparidades sociais e econômicas no Brasil. As diferenças socioeconômicas entre os estados brasileiros são tão grandes que o país apresenta realidades distintas em seu território, o que torna irônica classificar o país com alto Índice de Desenvolvimento Humano.
Obs.: Em novembro de 2010, a ONU, a partir dos novos critérios de cálculo, divulgou uma lista de IDH dos países. Porém, esse novo método ainda não foi aplicado para o cálculo dos estados brasileiros. Agora veja os dados divulgados em 2008 pelo Pnud:
1° - Distrito Federal – 0,874
2° - Santa Catarina – 0,840
3° - São Paulo – 0,833
4° - Rio de Janeiro – 0,832
5° - Rio Grande do Sul – 0,832
6° - Paraná – 0,820
7° - Espírito Santo – 0,802
8° - Mato Grosso do Sul – 0,802
9° - Goiás – 0,800
10° - Minas Gerais – 0,800
11° - Mato Grosso – 0,796
12° - Amapá – 0,780
13° - Amazonas – 0,780
14° - Rondônia – 0,756
15° - Tocantins – 0,756
16° - Pará – 0,755
17° - Acre – 0,751
18° - Roraima – 0,750
19° - Bahia – 0,742
20° - Sergipe – 0,742
21° - Rio Grande do Norte – 0,738
22° - Ceará – 0,723
23° - Pernambuco – 0,718
24° - Paraíba – 0,718
25° - Piauí – 0,703
26° - Maranhão – 0,683
27° - Alagoas – 0,677
Analisando o ranking, as diferenças socioeconômicas no país ficam evidentes, sendo as regiões Sul e Sudeste as que possuem melhores Índices de Desenvolvimento Humano, enquanto o Nordeste possui as piores posições. Nesse sentido, torna-se necessária a realização de políticas públicas para minimizar as diferenças sociais existentes na nação brasileira.

Por Wagner de Cerqueira e Francisco
Graduado em Geografia
Equipe Brasil Escola


quinta-feira, 6 de abril de 2017

DOSSIÊ DE HISTÓRIA – TEXTO 08 SEGUNDOS E TERCEIROS ANOS – 06 DE ABRIL DE 2017. ATENÇÃO: ESSE TEXTO DE NÚMERO 08 É COMPOSTO PELOS DOIS TEXTOS.

DOSSIÊ DE HISTÓRIA – TEXTO 08
SEGUNDOS E TERCEIROS ANOS – 06 DE ABRIL DE 2017.

ATENÇÃO: ESSE TEXTO DE NÚMERO  08 É COMPOSTO PELOS DOIS TEXTOS ABAIXO.
1. Não ao assédio sexual
(Editorial Correio Braziliense – 06abril2017

“Mexeu com uma, mexeu com todas” não é só um slogan da hora que condena o assédio sexual de um ator a uma figurinista. A advertência, que vai muito além do lamentável episódio, vale para todos os casos em que as mulheres são molestadas. Trata-las como objeto é coisa de um passado distante. O machismo e o patriarcalismo perderam espaço na sociedade.
O homem que se sente proprietário do sexo oposto é equivocado, desrespeitoso e, no fim das contas, um ser violento. Míope, não enxerga as transformações sociais e ignora os avanços alcançados na luta pela equidade de gênero – grande parte contemplada pela atualização das leis do país. O homem moderno e esclarecido divide com a mulher a construção e uma sociedade com menos desigualdade.
            A arrogância e a prepotência de muitos homens fazem com que persistam situações nas quais as mulheres têm sido vítimas de constrangimentos no metrô, no ônibus, no trabalho, nas ruas, nas festas. Nada mais extemporâneo. Hoje, as mulheres não estão dispostas a tolerar o assédio verbal que, com frequência, evolui para o físico e, se nada for feito, chega ao extremo da violência sexual.
Denunciar nas instâncias adequadas (delegacias de polícia e justiça) não é mais reação eventual. A Central de Atendimento à Mulher (Disque 180), do Ministério da Justiça, recebeu, em 2015, 749.024 denúncias – percentual 50% superior ao ano anterior – sendo 6,24% de assédio sexual no local de trabalho, 15,24% de exploração sexual e 78,52% de estupro.
O setor público ainda segue em ritmo lento para recepcionar e dar as respostas esperadas pelas vítimas. As delegacias especializadas não dispõem de material humano suficiente e capacitado para atender às queixas das mulheres que são violentadas nas ruas, ou no transporte coletivo, ou dentro de casa. A demanda cresce porque elas estão cientes dos seus direitos, mais desinibidas e dispostas a fazer valer o que diz a lei.
Como mães, têm a capacidade de educar os filhos dentro de uma cultura antimachista na qual o respeito ao outro é um dos principais pilares das relações humanas, independentemente do sexo condição socioeconômica, credo ou etnia. Os homens modernos e bem-educados sabem disso e se colocam como parceiros para a mudança. Mas é fundamental que, ao lado da educação, as sanções penais sejam aplicadas aos que agem com base em valores que prevaleciam no século 16 e não cabem contemporaneidade.
           

1.      Assédio.
2.      Machismo.
3.      Molestar.
4.      Patriarcalismo.
5.      Equidade.
6.      Extemporâneo.
7.      Demanda.
8.      Antimachismo.
9.      Etnia
10.  Sanção.
11.  Contemporaneidade.


2. Escola sem partido
(Severino Francisco – Correio Braziliense – Crônica da cidade – publicada em 06abril2017).

Sob a suposta intenção de combater a doutrinação ideológica marxista e a doutrinação de gênero, o movimento Escola sem partido pretende impor a neutralidade dos professores em questões políticas, religiosas e ideológicas. A proposta fere, obviamente, vários princípios da Constituição: a liberdade de opinião, a liberdade de cátedra, o direito à pluralidade de ideias e de propostas pedagógicas no ambientes de ensino.
Artigo publicado no site do movimento Escola sem partido nega aos professores a condição de educadores e os reduz a mera função de “transmissores de conhecimento”. Vamos a alguns exemplos. Lecionei durante quase 10 anos. Eu pergunto: ao tratar, em sala de aula, da história brasileira, como permanecer neutro em faze da evidência de que o nosso país foi o último a abolir o trabalho escravo no mundo e das consequências históricas de tal fato? Joaquim Nabuco, o grande líder abolicionista, dizia: “O problema não é abolir a escravidão; o problema é abolir a obra da escravidão”.
Como se manter neutro diante da constatação de que Hitler se inspirou na estatuária grega para formular a confusa concepção própria de eugenia, de raça supostamente pura, que desembocou na tragédia da cremação de milhares de judeus durante o nazismo?
Ainda bem que a proposta aprovada pela Assembleia Legislativa de
Alagoas foi brecada no STF pelo ministro Luís Roberto Barroso. No fundo, o Escola sem partido tenta censurar o debate sobre questões contemporâneas e históricas em sala de aula,. Uma escola sem partidos forma cidadãos destituídos de consciência crítica, cidadãos alienados, que votam em políticos corruptos, como a maioria que compõe o Congresso Nacional. Políticos que, mesmo sob a  acusação de recebimento de propina, ainda têm o desplante de cometer novo delito ao legislar projetos em causa própria para anistiar seus crimes.
Com suas artimanhas e abuso de poder, eles poderão livrar-se da punição do Judiciário, mas jamais escaparão do julgamento da História. Aparecerão em todos os compêndios na condição e ladrões, de autores de falcatruas, de meliantes de colarinho branco, de articuladores da corrupção sistêmica.
                Escola sem partido não forma um Gilberto Freyre, uma Cecília Meirelles, um Henfil, uma Nise da Silveira, um Betinho, uma Clarice Lispector, um Joaquim Nabuco, um Oscar Niemeyer, um Glauber Rocha, um Villa Lobos ou um Caetano Veloso. Todos eles eram brasileiros críticos, rebeldes, inventivos, insubmissos.
Escola sem partido formata uma legião de cordeirinhos manipulados ou de lobos intolerantes, ignorantes, dogmáticos e ferozes. É um projeto policialesco de desqualificação e criminalização dos educadores. O professor não é um transmissor de conhecimento: ele é a alma da educação e precisa ser respeitado, valorizado e dignificado.
Só assim formaremos cidadãos inteligentes, decentes, generosos, tolerantes, humanista, solidários, livres, conscientes de direitos e deveres, capazes de se situarem na complexidade da aldeia global em que vivemos.  Cidadãos vacinados contra os fundamentalismos, cidadãos que não se deixem manipular por demagogos, cidadãos que jamais votem em corruptos de carteirinha, pós-graduados e diplomados. A ignorância é uma fonte inesgotável do surrealismo.

1. Pesquise o significado das palavras abaixo, encontradas no texto.
1. Doutrinação.
2.       Marxismo.
3.       Ideologia.
4.       Constituição.
5.       Cátedra.
6.       Pedagogia.
7.       Abolir.
8.       Movimento abolicionista.
9.       Eugenia
10.    Alienado
11.    Consciência crítica.
12.    Propina.
13.    Falcatruas.
14.    Corrupção sistêmica.
15.    Insubmisso.
16.                       Dogma
17.                       Humanismo
18.                       Aldeia global.
19.                       Fundamentalismo
20.                       Demagogia.
21.                       Surrealismo.


2. Faça uma biografia das personagens abaixo;

1.       Joaquim Nabuco.
2.       Hitler.
3.       Gilberto Freyre.
4.       Cecília Meirelles.
5.       Henfil.
6.       Nise da Silveira.
7.       Betinho.
8.       Clarice Lispector.
9.       Oscar Niemeyer.
10.    Glauber Rocha.
11.    Villa Lobos.
12.    Caetano Veloso.

  


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