PRIMEIRAS
CIVILIZAÇÕES. As
primeiras grandes civilizações das quais temos noticias organizavam-se muito
semelhantes. Seus dois elementos mais marcantes foram a agricultura baseada nos
grandes sistemas de irrigação e o poder político sustentado pela religião, por
isso ficaram conhecidas como teocracias de regadio.
CARACTERÍSTICAS
COMUNS DAS PRIMEIRAS CIVILIZAÇÕES Essas sociedades apresentavam como características em comum:
poder político com forte conotação
religiosa por isso denominado teocracia (teo, “deus”, cracia, “poder”); economia baseada na agricultura; regime de trabalho servil, mas que
também utilizava o trabalho escravo; elite composta por sacerdotes,
proprietários de terras, militares de alta patente e pela família real
(nobreza); camadas pobre formadas por servos, estrangeiros escravizados
ou pessoas livres exploradas até o limite de suas forças; religião politeísta, ou seja, crença
em vários deuses.
PARA ENTENDER MELHOR! Teocracia é o sistema de governo em que as ações
políticas, jurídicas e policiais são submetidas às normas de alguma religião.
Modo de produção asiático é o conjunto de características presentes na vida
política, econômica, social e religiosa das civilizações da Antiguidade
Oriental.
ESCRAVIDÃO E
SERVIDÃO São duas formas de trabalho
compulsório, mas com aspectos próprios. O que caracteriza a escravidão é o
trabalhador ser uma propriedade do seu patrão; o escravo não tem direito de
decidir a própria vida, uma vez que esta pertence ao seu dono. Já o servo é
juridicamente livre, mas sobre ele pesa a obrigatoriedade da prestação de
serviços e tributo.
O FARAÓ O Estado egípcio era uma teocracia, e o faraó era ao
mesmo tempo rei e divindade, descendente dos deuses da mitologia egípcia, como
Amon-Rá, o deus-sol; seu poder era soberano sobre todo o reino, formado pelas
terras férteis e pelo Rio Nilo, assim como sobre as pessoas que lá viviam. Mas
ele não exercia sozinho o seu imenso poder. A estreita relação entre Estado e
religião fez da casta dos sacerdotes o grupo social mais influente, depois da
família real.
ECONOMIA A economia egípcia tinha como base a
agricultura, principalmente, nas margens férteis do rio Nilo. Os egípcios
também praticavam o comércio e o artesanato. Os trabalhadores egípcios, que eram
tratados com uma relação servil, cuidavam da produção agrícola e das obras
públicas, acompanhados dos escravos. Assim, podemos afirmar que os primeiros impérios do
crescente fértil, Egito e Mesopotâmia, usavam essas práticas econômicas para a
garantia da produção, por isso recebiam o nome de Império (único e supremo
administrador) de regadio (produção de alimentos com base na irrigação).
SOCIEDADE A sociedade egípcia era dividida em
várias camada, sendo o faraó a autoridade máxima, considerado um deus na Terra.
Sacerdotes, militares e escribas
faziam parte da elite egípcia. Na base da sociedade encontravam-se os camponeses
(chamados de felás), artesãos, pequenos comerciantes e os escravos (geralmente
pessoas capturadas em guerras e pessoas endividadas).
CULTURA A escrita foi muito importante para esse povo, havia
três tipos de escrita: a hieróglifa, a hierática e a demótica. A religião egípcia era repleta de
mitos e crenças interessantes, sendo comumente caracterizada como politeísta,
antropozoomórfica, zoomórfica e zoolástica. Assim sendo, acreditavam na
existência de vários deuses (muitos deles com o corpo, parte humano e parte
animal sagrado, ou mesmo deuses em forma de animais) que interferiam na vida
das pessoas. Como acreditavam na vida após a morte, mumificavam os
cadáveres dos faraós, colocando-os em pirâmides, com o objetivo de preservar o
corpo para a vida seguinte.
REFERÊNCIAS PINHEIRO, Francisco
Abelardo Figuerêdo. Antiguidade Oriental: Egito e Mesopotâmia, Educator: São
Luís. 2012
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Respeito é palavra prática.